Homens Procurando menina

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2020.09.10 23:51 Helamaa 😳👉🏻👈🏻

a carência tá imoral e eu tô procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, fã da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memorização de baralhos, timida, mãe de pet, hidratada, não consumidora de açucar, saudável, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipnóloga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que não tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Raça: nórdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Crânio: dolico ou mesocefálico Óculos: não Aparelhos: não Queixo furado: não Covinhas: não Orelha presa: não Orelha de abano: não Franja em V: não Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: não Graduação: apenas cursos voltados à pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matemáticas: sim Idiomas: fluência em inglês e mais outro idioma Álcool, cigarro, drogas: não, nenhum Personalidade: introversão Cultura: europeia ocidental RELIGIÃO: Cristã Ortodoxa Gostar de escutar rogério skylab:
Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab Para ser sincero, você precisa ter um QI muito alto para entender Rogério Skylab. O humor é extremamente sutil e, sem uma compreensão sólida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador médio. Há também a visão niilista de Rogério, que está habilmente tecida em sua caracterização - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas não são apenas engraçadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseqüência, as pessoas que não gostam de Rogério Skylab são verdadeiros idiotas - é claro que eles não apreciariam, por exemplo, o humor no bordão existencial de Rogério "Chico Xavier é viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que é uma referência criptíca para o épico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas coçando a cabeça em confusão enquanto as músicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos… como eu tenho pena deles. E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Rogério Skylab. E não, você não pode vê-la. É só para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antemão que possuem um QI com diferença absoluta de no máximo 5 pontos do meu (de preferência para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no chão + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + café gelado sem açúcar + hipismo + compilação mitadas Enéas + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + meditação iasd + músicas para concentração, foco e inteligência + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + essência de morango da turma da mônica no narguilé + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + óculos do aécio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do estádio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resiliência que resiste à humilhação como se ela fosse nada + tomar banho descalço em chuveiro de academia com chão mijado + musculação caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por mês + PUA + Selo super fã da fúria e tradição + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o cú + meditação transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach quântico + enema de café + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O Método de Wim Hof + sabedoria hiperbórea + artigos da Nova Resistência + Biblioteca do Dídimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer amém quando um 1113 azul passar por você na rua + 100 flexões por dia + 6 meses de jelq + injaculação guiada + sociedade thule + energia vril + chapéu de alumínio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anotações smiliguido + pedir a bênção ao carteiro toda segunda de manhã + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar café + exercícios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercenários + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabeça + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + vídeos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atlântica de madrugada + ouvir músicas em velocidade aumentada + canto gregoriano árabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situaçoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Botânico + Radiestesia para harmonizar vibração da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a oração EU SOU + ler O Código da Vinci + Jesus Quântico + Barra Fixa na praça de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resistência) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o avô + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Plínio Salgado para as crianças + Limpeza de 21 dias de São Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com calça jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca começar o treinamento + vender máquina de cartão de crédito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho político suspeito + café com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refeição do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetogênica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensadão + 2 cápsulas de Tadalafellas antes do sexo + só comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da página Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Astúrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n°18 com portão vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibiótico no café da manhã + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos últimos meses falando "dur hur você não sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e não encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou tão óbvia, que eles não tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo vídeo, NÃO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudanças climáticas naturais, junto com a separação gradual dos continentes, é que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma região muito especifica. Agora só falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpretação de pessoas que não sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. São apenas aves e mamíferos ancestrais de milhões de anos atrás. E antes que eu me esqueça, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
É fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. Não há um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente são tão simples. Entretanto, com estudo e meditação o caminho começa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que você quer começa com noções do pensamento Helênico. Entenda que boa parte da visão de mundo cristã vem da antiguidade clássica, principalmente as noções de harmonia e belo. Não te peço para ler tudo o que já foi jogado ao chão pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia básica dos quatro humores gregos, e que essa é uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles serão utilizados no futuro de forma metafórica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado não há conexão com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem é Platônica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da confluência da cultura grega com a egípcia, incluindo a alquimia. A tábua esmeralda é um texto obrigatório. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alquímica, porque será importante para você no futuro. É dentro da alquimia que irão discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). Não se pretenda nenhum mestre dos espagíricos, porque os químicos farão isso melhor do que você. Entenda que não havia essa separação absoluta entre o material e o espiritual, então os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da história. Entenda também que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros à química.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja difícil dar atenção à Cabala Judaica com o surto conspiracionista chanístico sobre a índole de todo um povo, mas querendo ou não o judaísmo é o Pai da fé cristã, sendo Jesus judeu. Entenda que a árvore da vida é um estudo sobre Deus e suas emanações, e dela virá uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora♥️ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky☆Star Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama♪ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka☆Magica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
NÃO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavrões As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos 🍷, isso é coisa de dama) As que vão para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando você colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em várias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a única coisa que você faz é que as pessoas tenham desejo sexual por você, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que você vai ficar tão emocionada com os 500 likes, 120 comentários e as inúmeras mensagens privadas! Você vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles não se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, não importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que já ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um único ano As que não trabalham ou estudam (ou que estão em um curso irrelevante de humanas) As que não sabem o básico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que estão pedindo presentes sempre As que já estão comprometidas As não gostam de crianças ou dizem que não querem ter filhos (pessoas que não querem ter filhos não são confiáveis) As que tem piercing de bufalo
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2020.07.25 18:34 YatoToshiro Fate/Gensokyo #47 Archer of Red (Fate/Apocrypha)


Fate/Apocrypha - Fate/Grand Order
​O Nome Verdadeiro do Arqueiro é Atalanta, Uma caçadora famosa conhecida como Caçadora de Castas Que aparece na mitologia grega.
Ela é uma caçadora famosa por seus pés rápidos na lenda da Grécia Antiga. Ela se tornou famosa depois de ser a primeira a lançar uma flecha no Javali Calidoniano durante seu extermínio. Além disso, ela é incluída como membro dos argonautas, que reuniram bravos heróis de toda a Grécia. Ela tem o passado trágico de nascer como filha de um rei de um determinado país e ainda ser abandonada nas montanhas por seu pai.
Legend
Atalanta nasceu como filha do rei Iasus da Arcádia. No entanto, apesar de ter nascido e ser a princesa do paraíso natural, Atalanta acabou sendo abandonada nas florestas e nas montanhas imediatamente quando nasceu, quando foi evitada pelo pai - que desejava um filho. Mas ela sobreviveu graças à proteção divina de Artemis, uma deusa virgem que sentiu pena dela. Ártemis enviou e fez um urso fêmea, um animal sagrado da deusa, nutrir a menina dando leite e levantando-a. Em gratidão, Atalanta é um seguidor fervoroso de Ártemis.
Depois disso, depois de ter sido criada pela ursa enviada por Artemis, e mais tarde foi descoberta e adotada por caçadores que pisaram nas montanhas, Atalanta desenvolveu suas habilidades conspicuamente, talvez devido ao seu talento latente, e também se tornou uma caçadora. Ao atingir a idade adulta, Atalanta cresce e se torna uma caçadora excelente e inigualável, e ela realiza muitas aventuras.
Há três contos pelos quais Atalanta é famosa. O primeiro conto é sobre como ela foi escolhida, acompanha e participa como membro dos Argonautas liderados por Jason. Atalanta se orgulha de ser a mais rápida entre os humanos, e logo depois de se tornar uma das poucas tripulantes do Argo, ela conheceu o herói Meleager.
Meleager ficou encantado com Atalanta, e ele a convidou para o extermínio da Besta Mágica da Caledônia. O segundo conto é sobre o extermínio do Javali Calidoniano, onde Atalanta é mais conhecida por sua participação nesta caçada, mas isso resultou em uma tragédia logo após esse evento. Por uma questão de exterminar esta Besta Mágica que foi despachada por Artemis, que ficou com raiva de um rei que estava sendo negligente ao oferecer-lhe um sacrifício, Atalanta e os outros esgotaram seus esforços em uma tentativa desesperada de caçar o javali. No entanto, embora Meleager tenha perfurado o golpe final, ele entregou a conquista a Atalanta, que foi a primeira a acertar sua flecha no javali, sendo um ato de boa vontade para Atalanta, ou Meleager tendo pensado que isso é algo que deveria seja simplesmente seguido como um herói.
Em relação aos homens, eles demonstraram descontentamento em relação a isso, onde não podem crescer para serem simplesmente tolerantes e estavam dizendo que possuem habilidades maiores que Atalanta, que é mulher. Uma briga de repente ocorreu entre Meleager e seus parentes, e Meleager foi infligido por uma maldição mortal.
O terceiro conto é sobre a disputa pelo casamento de Atalanta. Após a caçada ao Javali Calidoniano, Atalanta retornou à sua terra natal, mas seu pai, que nunca teve um filho, ordenou que ela se casasse. uando os pretendentes começaram a se apressar para pegar sua mão, a problemática Atalanta decidiu transformá-la em uma competição de corrida de pés. Ao prometer um voto de virgindade à deusa, ela proclamou: "Só me casarei com alguém que possa me derrotar numa corrida de pés. Aqueles que perderem serão mortos". Ela rasgou um grande número de desafiantes. Embora Atalanta não perdesse para ninguém na corrida aos pés, ela caiu nos planos covardes de um homem que pediu emprestada a ajuda de uma deusa e acabou se casando sem força. Ela perdeu quando foi levada a pegar maçãs douradas irresistíveis jogadas na frente dela, e ela teve que quebrar seu voto. Posteriormente, foi dito que ela foi transformada em leão como punição, mas isso é incerto.
Em relação a Meleager, é incerto que tipo de sentimentos Atalanta abraçou por ele. No entanto, ela parecia ter visto o resultado de um homem que a amava ser arrastado para uma tragédia, enquanto, com relação à persuasão de seu pai em se casar, ela tentava escapar da demanda irracional que lhe era imposta, mas ela também não conseguia. No final, nenhum desses contos teve um final particularmente feliz para ela, e sua desconfiança em relação aos homens se tornou extremamente forte devido ao terceiro conto em particular também.
No que diz respeito a ela, Atalanta é uma existência que projetou seu eu anterior enquanto, simultaneamente, ela existe como um símbolo de pureza para as crianças. Embora ela tenha sido salva pelas mãos dos deuses, é quase além da redenção para o resto das crianças. Ela, que se materializou como serva, confia a salvação dos filhos ao Santo Graal. Todas as crianças do mundo todo. Essa missão não tem recompensa e, mesmo assim, mesmo sabendo que é um desafio difícil e quase impossível de realizar, ela perseguirá esse sonho por toda a eternidade.
Fate/Extra
Atalanta é brevemente mencionado em Fate/Extra como um Servo de passagem de um Mestre sem nome de Saber em uma conversa em Sala Privada. Ela elogia Atalanta como uma bela caçadora e um dos exemplos de um belo espírito heróico, ao contrário dos "feios", como piratas e ladrões. A menção não tem relação com o design dos apócrifos, e ela não faz uma aparição real.
A adaptação para mangá de Fate/Extra combina os dois aspectos, apresentando uma breve participação especial no design apócrifo de Atalanta. Saber e Atalanta lutam brevemente contra Lancer, onde Saber salva Atalanta do ataque de Lancer. Por fim, ela e seu Mestre perecem na Guerra do Santo Graal das Células da Lua.
Fate/Grand Order
Orleans: O Dragão Maligno Guerra dos Cem Anos
Atalanta, junto com outros Servos, é convocada por Jeanne Alter como Arqueira-Berserk.Para participar de sua destruição da França. Ela é encontrada por Ritsuka Fujimaru, Mash Kyrielight e seus aliados quando eles vão assaltar o palácio de Orleans. Depois de ser derrotada por eles, Atalanta aceita sua derrota, dizendo que a tarefa que lhe foi dada foi problemática e sem recompensa. Ela então diz ao grupo para derrubar Jeanne Alter. Ela tenta dizer algo sobre a próxima vez, mas desaparece antes que ela pudesse.
Okeanos: Os Quatro Mares Selados do Fim
Atalanta é um aliado da singularidade de Okeanos. Ela foi convocada junto com os outros argonautas: Jason, Heracles e Medea. No entanto, quando Jason quis procurar a Arca e sacrificar um deus, ela deixou o grupo. Ela finalmente encontra David e diz a ele o que Jason planeja fazer com a Arca. Depois de informá-lo disso, ela decide esperar com David até que os aliados cheguem à época.
Eles finalmente ouvem sobre Ritsuka e seus aliados procurando a Arca antes de Jason chegar a ela. Depois que Atalanta envia uma mensagem ao Golden Hind por flecha, David aguarda ansiosamente a chegada do navio, mas ela diz para ele se acalmar. Ela consegue desviar todos os flertes de David até Ritsuka e seus aliados chegarem. Ela vai conhecer o grupo onde se lembra de Ritsuka e Mash de Orleans, mas desta vez agradece por ser ela mesma. Após o choque de descobrir que Artemis é um romântico sem esperança, Atalanta leva o grupo pela ilha a conhecer David. Ela então fala de suas circunstâncias ao convocar e se aliar a David, explicando que nunca havia gostado de Jason na vida.
Mais tarde, Atalanta ajuda o grupo em seu plano de destruir Heracles, atraindo-o e fazendo-o tocar na Arca. Depois, ela e David se juntam ao grupo no Hind Dourado enquanto perseguem Jason. Depois que Caldéia recupera o Santo Graal de Medéia, Atalanta diz a Ritsuka e Mash que ela está feliz em ajudar neste momento antes de desaparecer com o colapso da Singularidade, embora ela se perguntasse como continuaria a oferecer sua oração a Artemis, agora que sua personalidade foi revelado.
Salomon: O Grande Templo do Tempo
Atalanta está entre os Servidores da Singularidade "Okeanos" para ajudar a Caldéia contra os Pilares dos Deuses Demônios. David flerta com Atalanta e a chama de Abishag.
Corrida de Verão Dead Heat! ~ Ishtar Taça de esperanças e sonhos
Atalanta é o líder de um grupo de bandidos que residem nos terrenos baldios. Ela se revela aos pilotos depois que eles derrotam alguns dos bandidos, referindo-se a eles como seus filhos. Ela explica que os pais são muito mais do que apenas genética e diferença de idade em resposta à confusão do grupo. Chamando o terreno baldio às planícies de Atalanta, ela diz aos corredores que suas estradas levam a onde ela e seus "filhos" plantaram maçãs-semente. Ela diz que eles são essenciais para o futuro de seus "filhos", então ela não pode permitir que eles sejam destruídos na corrida. Ela ignora a explicação de Helena Blavatsky de que as maçãs não podem crescer em um clima árido como o deserto. Ela então permite que os pilotos voltem ou encontrem outro caminho, caso contrário ela os matará. Eles a ignoram e continuam correndo, mas acionam as minas terrestres que ela plantou para proteger as maçãs das sementes. Atalanta declara que fará qualquer coisa, por mais desprezível que seja, para proteger seus "filhos". Ela então revela que comprou as minas terrestres de um demônio passageiro, garantido que elas trabalhariam nos servos. Quando Nitocris diz que as maçãs foram destruídas, considerando o tamanho das explosões das minas terrestres, Atalanta culpa os corredores pelo que aconteceu. Nitocris e Scheherazade tentam correr à frente, mas Atalanta os alcança facilmente a pé. Depois de ser derrotada por eles, ela diz que a fez para desempenhar seu papel. Ela admite que era um pouco demais esperar que eles acreditassem que uma gangue de bandidos eram seus filhos antes de desaparecer.
Fate/Apocrypha: Herança da Glória
Após a conclusão da Grande Guerra do Santo Graal, Darnic, ainda fundido com Vlad, permaneceu no Grande Graal. Ainda desejando adquirir o Graal, ele manifestou réplicas irracionais dos Servos participantes da guerra (exceto os Governantes) para lutar incessantemente em uma recriação da guerra dentro de uma recriação de Trifas. Eventualmente, Atalanta, Spartacus e Frankenstein atacam a Fortaleza Yggdmillenia, onde a festa de Ritsuka se baseia à noite. Eles derrotaram pelo grupo e desaparecem com a luz da manhã.
Devido à influência de Sieg, Atalanta, Spartacus e Frankenstein se manifestam na manhã seguinte. Aquiles pergunta a Atalanta se ela é a mesma que seu pai, Peleu, sempre falou. Ela percebe que ele é filho de Peleu, e lembra Peleu como o homem que ela jogou durante uma marcha de luta livre. Quíron entra na sala e pede ajuda para fazer armadilhas. Ele presume que ela seria mais adequada quando se trata de florestas. Atalanta aceita, mas ela se pergunta que dever, já que todos estão dentro do Graal. Quíron responde que é para proteger o Graal e diz que eles eram inimigos na realidade. Atalanta acha normal que os inimigos se tornem aliados; Aquiles diz que eles eram aliados como Servos de Vermelho. Ela está feliz por tê-lo como aliado, mas ressalta que o inimigo é instilado com a Divindade para negar sua imortalidade. Ela acha desagradável a perspectiva de potencialmente lutar contra si mesma mais tarde. Assim, ela pede a Aquiles para não arrastar "seu" corpo. Aquiles responde que ele não faria isso a menos que fosse um Berseker, ao qual Atalanta responde que ela estava brincando. Apesar de não ter nenhuma lembrança da Grande Guerra do Santo Graal, ela sente que ela e Aquiles tiveram muitas conversas. Aquiles responde que ele sempre quis conhecê-la desde que seu pai falou com carinho dela; Atalanta pede que ele pare de vergonha. Mais tarde, ela lança a catástrofe de Phoebus nas réplicas de Astolfo, Siegfried e Mordred atacando a fortaleza. A réplica Astolfo é capaz de evitá-la, no entanto, graças à capacidade de mudança de dimensão de Hippogriff. Então Atalanta decide que ela e Quíron continuarão atirando até que ele se materialize.
No dia seguinte, o grupo se une aos Astolfo, Siegfried e Mordred re-materializados. Durante uma reunião no jardim, é determinado que os Jardins Suspensos da Babilônia servem como base inimiga. Atalanta se pergunta se eles podem atacar os Jardins durante o dia em que Quíron diz que será defendido por doze Servos. Avicebron, no entanto, revela o golem que ele enviou para inspecioná-lo, conforme o pedido de Quíron, foi transportado para o exterior quando a noite chegou. Como não há alternativas, o grupo concorda com um ataque frontal. Enquanto os outros escolhem seus papéis para proteger Ritsuka e Sieg a caminho dos Jardins, Atalanta diz que ela apenas flecha quando perceber que Sieg sabe alguma coisa. Sieg lembra que ela usou um Noble Phantasm para voar durante a Grande Guerra do Santo Graal. Atalanta percebe que está falando sobre Agrius Metamorfose e lembra que é capaz de voar. Ela está convencida de que usou durante a Grande Guerra do Santo Graal e se pergunta se ela estava em uma situação tão desesperada para usá-lo. Ela decide usá-lo, mesmo que não seja para vôos prolongados. Ela diz a Spartacus que ele não pode se tornar um pássaro em uma única noite, quando diz que fará exatamente isso para chegar aos Jardins, dizendo que é ofensivo para os pássaros. Ela então sugere que ele use uma corda para subir ao jardim, o que ele aceita.
No dia seguinte ao ataque, o grupo come sanduíches de morango no jardim. Atalanta os acha doces e acredita que as crianças vão gostar. Ela irritantemente responde a Jack que o sangue e os morangos têm um gosto drasticamente diferente quando ela pergunta sobre isso. Quando Aquiles começa a exagerar as habilidades de Quíron, Atalanta pergunta se ele pode atirar a maçã em um magistrado do mal. Mais tarde naquela noite, o grupo começou a voar em direção aos Jardins. Atalanta encontra sua roupa enquanto Agrius Metamorphosis está ativo para ser um pouco arriscado, preferindo sua roupa regular. Ela decide lidar com isso de qualquer maneira, uma vez que lhe permite voar. Quando Quíron diz ao grupo para acreditar em sua própria sorte ao iniciar seu ataque, Atalanta interpreta mal quando ele diz a ela para desistir, já que sua sorte é muito baixa. O grupo finalmente descobriu a réplica dos Servos que os barravam e entrava nos Jardins. Eles derrotam Semiramis e Karna e os recrutam quando acordam na manhã seguinte. Eles são guiados por Semiramis para onde o inimigo reside, a câmara do Graal.
Na câmara do Graal, o grupo encontra Darnic, o cérebro por trás da Guerra do Grande Graal recriada. Sieg explica como Darnic se fundiu com seu Servo, a forma vampírica de Vlad através de um Feitiço de Comando, numa tentativa desesperada de retomar o Graal. Tornando-se um monstro além do de um vampiro, Darnic chegou perto de retomar o Graal até Shirou o destruir. Deveria ter terminado ali, já que um Servo deveria voltar para pura mana e retornar ao Grande Graal quando morressem. No entanto, isso nunca aconteceu porque Darnic era humano, e também porque Darnic prolongava a vida fundindo sua alma com a de uma criança. Como resultado desses fatores, Darnic não é um humano nem um Servo, ele é apenas um ser instintivamente buscando conceder seu desejo de adquirir o Graal. Sieg tenta convencê-lo a se render, dizendo que um Graal quebrado não pode alcançar a Raiz nem ativar a Terceira Magia. Darnic recusa e lembra ao grupo que ele já controla 87% do Graal. Ele declara que, enquanto ele possuir o Graal, nenhum grupo desaparecerá, mas eles desaparecerão quando ele se for. Ele então propõe usar o Graal para encarná-los, se eles concordarem em se juntar a ele. No entanto, todos eles recusam sua proposta por causa de seus próprios princípios como heróis. Atalanta diz a ele para obter sua própria vitória se não estiver satisfeito. Esperando que essa seja sua resposta, Darnic se conecta a uma réplica do Graal que emerge do Graal para o choque de Sieg. Ele então luta contra o grupo, fazendo com que a réplica do Graal gere continuamente réplicas de Servos. O grupo luta no começo, já que a réplica do Graal está usando suas afinidades de classe contra eles, então eles decidem fazer o mesmo. Atalanta questiona Mordred sobre a necessidade de orientação de Frankenstein, um Berserker. Mordred a chama de exibicionista em resposta, cujo choque faz com que Atalanta retorne ao seu eu original. Depois que a réplica do Graal é destruída, Darnic se recusa a desistir quando é atingido por Kazikli Bey do supostamente selado Vlad. Ao contrário dos outros, ele mantém suas memórias da Grande Guerra do Graal devido a Darnic se fundir com ele durante ela. Ele finalmente convence Darnic a aceitar que seu sonho quebrado nunca pode ser recuperado. Depois que Darnic e Vlad desapareceram, o grupo é teleportado de volta ao chão por Semiramis. Atalanta despediu-se dos outros, esperando vê-los novamente e desapareceu.
Interlude
Em seu primeiro interlúdio, Sorriso da Deusa, Atalanta viaja com Ritsuka e Mash para a ilha que eles conheceram durante a Singularidade de Okeanos para recuperar algo que ela deixou para trás. Lá, ela diz ao par que deixou uma estátua de Ártemis que ela fez à mão. Ela começa a liderá-los em direção a uma caverna do outro lado da floresta quando sente uma quimera. Depois de morto, o grupo entra na caverna. Atalanta diz a Ritsuka que um desejo egoísta do Graal não é exatamente o errado. Ela admite que também tem um desejo simples que sabe que nunca pode ser atendido, mas mesmo assim o persegue. Depois de matar mais monstesr, o grupo alcançou a estátua de Artemis. Atalanta expressa seu desdém geral por Orion quando Ritsuka sugere que ela faça uma estátua dele. Ela então pergunta a Mash se ela prefere se casar com Orion ou Jason, mas Mash não é capaz de responder como ela mesma. Artemis e Orion então chegam, e ela ataca o grupo pelo que Atalanta disse sobre Orion. Ela alerta Atlanta que não será mais abençoada por ela se vencer. Depois que ela é derrotada, Artemis e Orion vão embora. Atalanta então sugere que eles retornem à Caldéia com carne de Quimera ou pele de javali, mas Ritsuka silenciosamente rejeita os dois.
Em seu segundo interlúdio, London Child, Atalanta viaja para Londres com Ritsuka e Mash. Ela explica que ouviu Jack, o Estripador, manifestado lá. O grupo é então confrontado por Servos Sombrios. Depois de derrotá-los, eles finalmente encontram Jack. Atalanta diz a ela que nunca encontrará sua mãe, pois, mesmo que existisse, nunca a aceitaria como filha. Depois de derrotar Jack, ela confessa que queria salvá-la, apesar de estar sem dinheiro. Jack então desaparece e ela já foi salva. Atalanta adverte que Jack continuará se manifestando até que a história humana seja restaurada. Ela então afirma que seu desejo é salvar todas as crianças infelizes do mundo. Ritsuka acha que é um desejo difícil, ao qual Atalanta lhes agradece por não rirem dele. Ela percebe que é quase impossível, mas ainda quer persegui-lo.

Fate/strange Fake

Atalanta aparece brevemente quando Bazdilot Cordelion sonha com seu Servo, o passado do Arqueiro Verdadeiro. No sonho, quando o Argo navega pelo mar, Jason fala sobre seus objetivos para seu novo reino em Heracles, afirmando que ele se tornará o maior rei, que criará a melhor e mais justa nação, onde até alguém como Heracles pode viver sem se preocupar. . No fundo, as reações dos outros membros da equipe ao discurso de Jason foram variadas. Atalanta, descrita como uma arqueira com um ar bestial, olhou para Jason com suspeita. Quando Bazdilot conta seu sonho para True Archer, True Archer confirma que a mulher era Atalanta e que desdenhava Jason.
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2020.07.16 16:29 fobygrassman ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA

ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA
Esposas infiéis são mais duradouras, limpas e autênticas do que garotas de programa
Esqueça garotas de programa transando nunca foi tão fácil! De uma dona de casa traidora real.
As mulheres casadas NÃO estão procurando relacionamentos, elas já estão nelas, estão procurando parceiros discretos e divertidos para reacender e explorar sua sexualidade.
As garotas de programa estão sempre procurando extrair mais dinheiro de você. Você nunca sabe com quem eles acabaram de fazer sexo e isso torna impossível também fazer sexo apaixonado com eles.
Quantas vezes você ficou com tesão e decidiu pedir uma garota de programa? Então, depois de ter um encontro decepcionante, lamento totalmente gastar tanto em ganhar pouco!
Sempre que você liga para uma garota de programa, está jogando. Jogando com sua saúde e com sua experiência.
Ela será parecida com as fotos dela?
A mesma garota das fotos vai aparecer?
Ela será anti-higiênica?
Ela será hostil?
Ela vai tratá-lo com um mau atendimento ao cliente?
Eu sei o que você está pensando,Eu sei o que você está pensando,
MAS AS MENINAS DE CHAMADA SÃO MUITO MAIS SIMPLES!
Não é verdade!
Sim, uma garota de programa fica a apenas uma ligação, mas toda vez que você a vê, paga. Você paga com dinheiro suado. Pense em quanto tempo você precisa trabalhar para pagar por uma garota de programa.
10 horas?
20 horas?
Portanto, nenhuma garota de programa não está a um telefonema de distância, elas têm +10 horas de trabalho E uma ligação de distância.
Além disso, as garotas de programa não se importam com você ou precisam de você.
Depois de conhecer uma esposa realmente insatisfeita e dar a ela a atenção que lhe falta, você experimentará a diferença entre uma garota de programa e uma mulher de verdade.
Esposas insatisfeitas são gratas por encontrar um homem que possa agradá-las!
As esposas infiéis têm todos os benefícios e nenhum dos problemas das garotas de programa:
Conhecer as preferências sexuais do seu parceiro = melhores experiências sexuais
O envio de mensagens maliciosas acelera sua semana de trabalho;)
Verdadeira paixão e emoção de ambos os parceiros!
Limpo, Seguro e Legal.
Não constantemente tentando manipular você.
A verdade é que as mulheres ficam excitadas quando estão se escondendo e tendo encontros secretos. Esposas insatisfeitas querem ser suas garotas de programa pessoais, mas elas precisam de um pouco de incentivo e você precisa incentivá-las de uma maneira elegante e elegante.
Você não pode tratar mal as esposas infiéis da maneira que pode com uma garota de programa, mas elas também não o tratam mal como uma garota de programa. Eles não vão contar o relógio quando estão com você.
Se você acha que encontrar uma mulher casada sozinha é ainda mais difícil, pense novamente.
Você não pode ser um idiota e acha que atrairá uma mulher casada para ser sua garota de programa pessoal.
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Siga estas etapas simples e você encontrará uma esposa insatisfeita e fará dela sua garota de programa pessoal em menos de uma semana.
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E lembre-se de que você pode repetir essas etapas e encontrar uma nova esposa traidora sempre que quiser!
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  2. Escolha um nome de usuário atraente! Esta é a primeira coisa que as mulheres veem depois da sua foto. Escolha algo descritivo ou divertido.
  3. Destaque sua necessidade de discrição. Isso aliviará as preocupações das mulheres sobre sua própria discrição.
  4. Crie uma mensagem de introdução bem pensada que você possa enviar para muitas mulheres.
  5. Torne sua galeria privada irresistível. É aqui que você inclui suas melhores fotos.
  6. Configure uma data discreta!
Traindo esposas vs garotas de programa Todos nós procuramos garotas de programa no google. Mas existe uma enorme lacuna entre ponderar e pesquisar na web a sua garota de programa mais próxima. Existem vários, mas eles são extremamente estigmatizados - por razões óbvias. Garotas de programa não são para todos, mas o sexo certamente é. Por isso, seria melhor encontrar uma alternativa para garotas de programa. Criamos um substituto para as garotas de programa, para aquelas que estão interessadas em saber como a alternativa funciona. Espero que minha experiência e discernimento possam lhe dar uma ou duas coisas para questionar, e talvez até abrir você para garotas dispostas a dormir com você gratuitamente! Por que você deve procurar alternativas para escoltar serviços? Se você ouvir alguém se gabar de uma escolta, precisará sentar esse homem e ter um momento de clareza. Mas deixe esse argumento de lado, posso escrever um romance inteiro para você. Deixe-me começar com algumas dicas. As acompanhantes são desassociadas Não é incomum pagar por sexo, mas é ilegal na maioria dos países e ajuda uma indústria bastante cruel a tirar vantagem de membros da sociedade desprovidos de frustração. Acompanhantes NÃO GOSTAM DE VOCÊ Este é o meu argumento número um por não dormir com acompanhantes. Eles não teriam dormido com você se você não pagasse. Eles não gostam necessariamente do sexo ou querem vê-lo ligado. Geralmente é por isso que gosto de sexo - porque me excita vê-la gostosa e gostosa quando ela olha para mim. Acompanhantes não são higiênicos Os acompanhantes dormiram com toneladas de homens. Pense em quantos homens a garota de programa que você está vendo dormiu naquele DIA! Se você vir uma garota de programa ou uma acompanhante às 20h, provavelmente já dormiu com pelo menos dois homens antes daquele dia. Imagens falsas As acompanhantes raramente aparecem em suas fotos. Você tem sorte se a mesma mulher aparecer. Você pode dizer que isso também pode acontecer em um site de namoro ou em uma sala de bate-papo para adultos, mas eu diria que a probabilidade de ser "pescada" por uma mulher em um site de namoro é menor do que por uma garota de programa. A maioria das acompanhantes encontra-se com suas imagens. Com segurança Eles afirmam ser seguros e testados todos os dias, mas você nunca pode ter certeza. Isso significa que qualquer homem que não seja estúpido usará camisinha 100% das vezes que dorme com uma garota de programa ... e todos sabemos que preservativos não são divertidos.
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2020.07.08 19:34 YatoToshiro ​Fate/Gensokyo #15 Waver Velvet



Fate/Zero - Fate/Grand Order - Lord El-Melloi II Sei no Jikenbo
Fate Grand Order Waver Velver (Caster) O nome verdadeiro de Caster é Zhuge Kongming, também conhecido como Zhuge Liang, era um político de destaque na era dos Três Reinos da China. Ele era amplamente conhecido como estrategista militar; foi relatado que era principalmente devido a suas habilidades que o estado mais fraco e menor de Shu foi capaz de resistir ao exército Wei muito maior por um bom tempo. Na morte, Kongming ainda venceu Zhongda.
Devido às "circunstâncias extremamente peculiares" das Grandes Ordens, Lorde El-Melloi II foi forçado a se tornar um receptáculo de seu espírito para facilitar uma convocação bem-sucedida. O próprio Senhor El-Melloi II não possui os meios ou a história para se tornar um Espírito Heróico. No processo, o Mestre Estrategista analisou quem seria o melhor responsável. Kongming julgou que não havia necessidade de se colocar em primeiro plano, já que ele já tinha um agente competente, então o papel coube a Lord El-Melloi II, que já estava familiarizado com a era moderna. ___________________________________________________________________________________________________________ Outras Curiosidades Lord El Melloi II Waver sobrevive à Quarta Guerra do Santo Graal e se torna Lord El-Melloi II.
Antes dos eventos do caso da Separação do Castelo de Adra, Lord El-Melloi II encontra Gray e a leva como sua aprendiz.
Fate/Stay Night
Embora Lord El-Melloi II não apareça em Stay Night, ele é notado por ter um grande impacto dez anos após o final da Quinta Guerra do Santo Graal. Ele chega em Fuyuki e, junto com Rin como chefe do clã Tohsaka, decide desmontar completamente o Grande Graal. Eles são contra os membros da Associação dos Magos que desejam recuperá-lo, levando a um grande tumulto da mesma magnitude que a Guerra do Graal. Seu lado finalmente é vitorioso, e o Grande Graal é completamente desmantelado, marcando a conclusão das Guerras do Santo Graal de Fuyuki.
Na adaptação de Ufotable do cenário Unlimited Blade Works, Lord El-Melloi II é visto conversando com Shirou Emiya no epílogo. Lord El-Melloi II questiona por que Shirou foi à Torre do Relógio para estudar magecraft. Shirou respondeu que aprendeu muitas coisas enquanto freqüentava a Torre do Relógio e quer dedicar sua vida a se tornar um Herói da Justiça. El-Melloi II rejeita essa noção como idiota, mas não sem mérito, passando a observar que o sonho de Shirou é muito grande para a Torre do Relógio conter
Fate/Apocrypha O mundo de Apocrypha não teve uma Quarta Guerra do Santo Graal em Fuyuki, então Waver havia participado de uma guerra de subespécies do Santo Graal em todo o mundo, com Rider como seu servo, contra Kayneth. Ele ganhou o título de Lord El-Melloi II da mesma maneira.
Lord El-Melloi II, juntamente com Rocco Belfaban e Bram Nuada-Re Sophia-Ri discutiram sobre a recente operação fracassada contra a Yggdmillennia em Trifas. Com os Yggdmillennia anunciando que eles possuíam o Grande Graal, a Associação dos Magos respondeu e enviou cinquenta magos especializados 'caçadores'. No entanto, tudo foi arruinado por Lancer of Black, que aniquilou quarenta e nove magos. Com o último mago, ajustou o Grande Graal para convocar Servos adicionais. Quando Rocco pediu a opinião de Lord El-Melloi II, ele sugeriu alterar a abordagem deles para um contra-ataque. Lord El-Melloi II acredita que a vitória pode ser bem-sucedida se eles reunirem sete Mestres. El-Melloi II sugeriu a contratação de profissionais de fora e a Torre do Relógio deve fornecer pelo menos um ou dois magos, pois a Guerra do Santo Graal está em uma escala totalmente diferente. Os três homens são as pessoas que supervisionam a seleção de Mestres para a Grande Guerra do Santo Graal. Ele é encarregado de recrutar talentos freelancers em potencial na Belfaban.
Lord El-Melloi II, Rocco e Bram discutem sobre a situação da Grande Guerra do Santo Graal. Eles não ouviram falar da facção Vermelha, acreditavam que Shirou Kotomine, da igreja sagrada, matou cinco mestres da Associação e ele roubou o Grande Graal. Eles tomaram uma decisão, a Associação de Magos permanecerá como espectadora e observará o resultado. Lord El-Melloi II retorna ao seu escritório e ele retira o catalisador de Iskandar, relembrando seu vínculo com Iskandar. Enquanto isso, Reines El-Melloi Archisorte já estava na sala sentado na cadeira e tomando uma xícara de chá casualmente. Flat Escardos estava escutando toda a conversa deixando El-Melloi II pálido. Ele pune Flat, dando-lhe mais lição de casa.
Após a Grande Guerra do Santo Graal, Caules Forvedge Yggdmillennia freqüenta as aulas na Torre do Relógio. No entanto, um dia, Caules mudou de classe com uma única frase de Lord El-Melloi II, que lhe disse: "Por que você está estudando esse tipo de magia que não combina com você? Seu talento é muito mais adequado a isso, você sabe? ", e antes que ele percebesse, ele estava cercado por colegas de classe que eram perigosos em termos de talento e personalidade.
Fate/Accel Zero Order Lord El-Melloi II foi ferido por Lancelot e Zouken Matou. Waver, Ritsuka e Irisviel se retiraram para as cavernas menores e verificaram a condição de Lord El-Melloi II. Lorde El-Melloi II ficou gravemente ferido e passou o poder do Zhuge Kongming para Waver. Zhuge Kongming considerou Waver digno e Waver se torna um pseudo-servo
Fate/Stranger Fake Lord El-Melloi II decide jogar o videogame Night Wars do Império Britânico, acreditando erroneamente que foi um jogo sobre cavaleiros. Ele ainda joga e anota seus pensamentos sobre o jogo, como de costume. Isso o leva a uma chance de ganhar uma réplica da faca Jack the Ripper com uma bainha, mas o brinquedo trivial é rapidamente perdido de sua mente. Mais tarde, ele ganha o prêmio e, como muitas das outras mercadorias que ganha inadvertidamente, ele é enviado à Torre do Relógio com vários outros pacotes.
Mais tarde, ele é o primeiro a notar a estranheza que ocorre nos Estados Unidos devido a irregularidades nas linhas ley e através de informações vazadas por Faldeus. Ele o conecta ao acontecimento de outra Guerra do Santo Graal, resultando em Rohngall e Faldeus sendo enviados para investigar. Depois que um de seus alunos mais problemáticos, Flat Escardos, escuta o resultado da investigação, Flat pede que ele o ajude a participar. El-Melloi agarra furiosamente o rosto do aluno com raiva, mas ele fica rapidamente chocado em silêncio pelo método que costumava escutar. Embora Flat seja um prodígio, ele não possui inteligência para utilizar adequadamente seus talentos e, embora as habilidades de ensino de El-Melloi lhe permitissem avançar mais do que qualquer outro, ele ainda não conseguiu se formar. Isso deixou El-Melloi com sentimentos confusos em não deixá-lo partir, embora ele normalmente odeie deixar estudantes despreparados para o mundo.
Ele tenta fazer com que Flat entenda a verdadeira natureza da guerra, ultrapassando sua raiva e alcançando uma forma de iluminação ascética. Ele tenta argumentar que Flat não é adequado para a batalha, mas suas palavras não fazem nada para assustá-lo. Ele é incapaz de usar a lógica com Flat e eventualmente o nega, embora a idéia de Flat de fazer amizade com os outros Servos o lembre de Rider. Ele começa a pensar em emprestar o fragmento da capa de Rider, caso Flat retorne novamente, mas o erro de Flat com a faca de brinquedo Jack, o Estripador, sem se lembrar dela ou verificando sua importância, faz com que ele pense que Flat desistiu de participar. Isso faz com que ele escolha dar a ele e reforçar seu mal-entendido. Ele retorna ao seu quarto, relembra a capa de Rider e acredita que a situação com Flat será resolvida.
De volta a Londres, Rohngall e seu aluno não identificado decidiram se encontrar com Lord El-Melloi II e pedir sua opinião sobre a Guerra do Falso Santo Graal. Lord El-Melloi II continua sua aula. Quando Lord El-Melloi II descobre com Rohngall que um aluno dele, que Lord El-Melloi II inicialmente acreditava ser Flat Escardos, estava participando da Guerra do Falso Santo Graal, Lord El-Melloi II entrou em colapso na plataforma de palestras. Gray o leva para a enfermaria.
Em sua segunda reunião com Rohngall, Lord El-Melloi II percebeu que havia chegado à conclusão errada quando Rohngall mencionou que um de seus alunos foi para a América, que o senhor inicialmente acreditava que Rohngall estava se referindo a Flat, mas depois descobriu-se que Rohngall estava se referindo a Ayaka Sajyou. Isso mais tarde fez com que um intrigado lorde El-Melloi II chamasse o verdadeiro Ayaka, que ele descobriu que estava na Romênia. Depois de confirmar a localização real de seu aluno, Lord El-Melloi II começa a refletir sobre a aparência que existe nos Estados Unidos.
Fate/kaleid liner PRISMA ☆ ILLYA Lord El-Melloi II é o tutor de Rin e Luvia em Fate / kaleid liner PRISMA ☆ ILLYA, ele estava relatando a situação a Kischur Zelretch Schweinorg. Ele ficou com raiva quando descobriu que o dano estimado era de 2 milhões de libras. Ele é notado como perturbado ao lidar com suas violentas discussões até que Kischur interveio. Ele e Kischur ordenam que Rin e Luvia recuperem os cartões de classe da cidade de Fuyuki.
Quando Rin e Luvia coletaram com sucesso todos os cartões de aula, Rin entrou em contato com El-Melloi II e Kischur em Londres. Eles elogiam seus esforços em coletar as cartas e a estabilidade das linhas ley de Fuyuki. No entanto, eles ordenaram que Rin e Luvia ficassem em Fuyuki por um ano e aprendessem o bom senso, pois o Japão valoriza a cooperação e a harmonia. Eles declararam que as duas meninas precisam alterar suas personalidades para serem estudantes de Zelretch.
Bonus:
The Outsiders’ Performance Waver Velvet, Rider {Zero} Taiga Fujimura {Stay Night}
Na história paralela do CD especial de drama, Taiga Fujimura, quando adulta, conta a Saber como ela foi inspirada a se tornar professora de inglês quando encontrou Waver e Rider na quarta Guerra do Graal. Ela estava procurando pelo ladrão que invadiu a loja de sua amiga Otoko Hotaruzuka e roubou seu melhor barril de vinho. Ela encontra Waver e Rider durante a noite depois de cair do telhado. Rider se torna um tradutor para Taiga e Waver, como Waver não aprendeu japonês antes de vir para o Japão, e Taiga explicou a Waver e Rider que ela perseguia o ladrão até ele voar.
Taiga imediatamente pulou na água fria para salvar o cachorro, acreditando que Waver e Rider também ajudariam. Como Waver e Rider ajudaram Taiga a sair da água, Waver questionou por que Taiga é tão persistente em ajudar as pessoas. Taiga respondeu que acredita na bondade dos outros. Waver acha isso engraçado, embora Rider diga algo completamente diferente que deixou Waver em desordem: Rider afirma que queria que Waver tivesse uma experiência romântica. Taiga perseguiu um ladrão de roupas íntimas, arrastando Rider e Waver para ajudá-la. Depois que entregaram o ladrão de roupas íntimas à polícia, eles ajudaram a reunir o filhote ao dono.
Waver perguntou a Taiga se ela ajudou os outros, ela não tem nenhum problema. Taiga afirma que está preocupada com seu amor, escola e futuro. Waver e Rider sugeriram que ela é adequada para ensinar e orientar aqueles que buscam conhecimento. Waver sugeriu que eles se separassem e voltassem para casa, mas Taiga quer ir atrás do ladrão de barris de vinho. Waver e Rider explicaram que procurar o criminoso à noite na cidade de Fuyuki está ficando mais perigoso. Taiga tentou se apresentar aos dois, mas Waver hipnotiza Taiga para voltar para casa por sua própria segurança. Rider pensou em roubar mais barris de vinho do mercado para Taiga, mas Waver o impediu de criar mais problemas, Waver tinha um plano que poderia ajudá-la. Taiga diz que uma pessoa anônima enviou uma dúzia de barris de vinho tinto de alta classe de Londres para fora da casa de sua amiga.
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2020.04.06 17:52 CasaGolden Hodor Cavalo – Episódio 56 – Catelyn VIII, A Guerra dos Tronos

O primogênito
Após uma saída perturbadora do Vale, Catelyn, acompanhada do seu tio Brynden Tully, chega a Fosso Cailin para encontrar Robb, os Lordes do Norte e todo o exército nortenho que está se preparando para ir ao sul, derrotar os Lannisters e libertar Ned Stark.
A Senhora Stark diz que seu filho não deveria ter deixado Winterfell e percebe que ele tenta aparentar certeza, mas está com medo.
“– Mãe, o que vamos fazer? Reuni todo esse exército, dezoito mil homens, mas não vou… não estou certo… – olhou-a, com os olhos brilhando, o orgulhoso jovem senhor evaporado num instante, e igualmente depressa se transformou novamente em uma criança, um rapaz de quinze anos procurando respostas com a mãe.
Não podia ser.” (AGOT, Catelyn VIII)
No entanto, mesmo temendo pela vida do primogênito, ela percebe que não pode manda-lo de volta para casa e decidi guiar o filho para que ele se torne um comandante de verdade, direcionando-o para que não vire um fantoche dos senhores nortenhos e, de modo intencionalmente sutil, ela ajuda Robb a criar a primeira estratégia de batalha.
“(...) Não se iluda, Robb… esses homens são seus vassalos, não seus amigos. Chamou-se a si mesmo comandante de batalha. Comande.
O filho olhou para ela, sobressaltado, como se não conseguisse acreditar no que ouvia.
– Será como diz, mãe.
– Pergunto de novo. O que é que você pensa em fazer?” (AGOT, Catelyn VIII)
Hereditariedade é a principal característica de Westeros. Catelyn sempre sentia uma pontada de dúvida sobre como os nortenhos veriam seus filhos por não terem a aparência do pai. Mas ao ver o filho pondo em prática os anos de aprendizado com Lorde Eddard, ela se sente orgulhosa, mesmo temendo pelo resto.
‘Contra a sua vontade, estava impressionada. Ele parece um Tully, pensou, mas não deixa de ser filho de seu pai, e Ned o ensinou bem.
– Que força comandaria?
– A cavalaria – respondeu de imediato. De novo como o pai; Ned guardaria sempre a tarefa mais perigosa para si. (AGOT, Catelyn VIII)
Entretanto, há o preço a se pagar ao ajudar o filho a levantar o primeiro voo; se afastar maternalmente de Robb para que ele se torne independente socialmente-politicamente.
Ao longo dos livros, quando olhamos para trás, percebemos que este momento foi um dos últimos em que Catelyn ficou próxima de Robb.

Lysa verbalizando o próprio destino na ameaça à irmã
Antes de ir embora do Vale, Catelyn se ofereceu para criar Robert Arryn em Winterfell, dizendo que seria bom para o sobrinho crescer entre os primos. Sua irmã odiou a proposta.
“A ira de Lysa fora uma visão assustadora. “Irmã ou não”, replicara, “se tentar roubar-me meu filho, sairá pela Porta da Lua.” Depois daquilo nada mais tivera a dizer.” (AGOT, Catelyn VIII)
Bom, sabemos o que aconteceu com Lysa em ASOS.

Peixe Negro subestimando Fosso Cailin
As meninas estranharam o fato de Brynden Tully, um homem tão experiente, não perceber que o lugar era estratégico. Mikannn comentou que talvez George tenha feito ele perguntar sobre a segurança da fortaleza para que Catelyn explicasse pros leitores a importância vantajosa do local.

“Neste caso, não perderei”
Realmente: Robb Stark ganhou todas as batalhas durante a Guerra dos Cinco Reis... mas fora dela perdeu todo o resto.

“O riso é veneno para o medo.”
“(...)Um dia, aqueles senhores o verão como seu suserano. Se mandá-lo embora agora, como uma criança que é mandada para a cama sem jantar, eles se recordarão e rirão desse fato. Chegará o dia em que necessitará que o respeitem, e até que o temam um pouco. O riso é veneno para o medo. Não lhe farei tal coisa, por mais que possa desejar mantê-lo a salvo.” (AGOT, Catelyn VIII)
Esta fala da Catelyn pode nos lembrar sobre os motivos que levaram Tywin Lannister a lidar de forma extrema com a famosa Rebelião Reyne-Tarbeck. O modo "aberto” demais de Tytos Lannister lidar com seus vassalos, muitas vezes sendo alvo de risos deles, fez a autoridade do senhor leão se esvaziar. Tywin Lannister se certificou que nunca mais rissem dos Lannisters.
Mãe e filho
“Acho que é o ponto forte do capítulo. Esse é muito um capítulo sobre o papel da Cat como mãe quando ela vê o filho dela crescer”. (Mikannn, Hodor Cavalo – 23min 25seg).
“A Catelyn está muito temerosa pelo Robb, mas ao mesmo tempo ela está orgulhosa e esses sentimentos se conflitam ao passo que ela tenta agir de acordo com os dois”. (Mikannn, Hodor Cavalo – 24min).
“Em nenhum momento ela para de ensinar o filho, ela fica fazendo isso o capítulo inteiro, faz ele pensar em vez de falar a resposta” (Flávia Gasi e Carol Moreira, Hodor Cavalo – 24min 26seg).
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2020.03.29 10:20 ABNerdGirl Voces que se acham donos da verdade...

A vida PODE e DEVE ser um filme maravilhoso SIMMMMM!!!
Tudo depende das DUAS PESSOAS num relacionamento.

A vida é COMO A GENTE QUISER QUE SEJA!

Os desabafos sao maravilhosos, pois mostram como alguem se IMPORTA em fazer e doar TUDO e o MELHOR por alguem.. O amor É LINDO... E se voce parar pra observar, os filmes da Disney sao um inferno até chegar no final e serem "felizes para sempre" entao.. O conceito de "filme da Disney" que voce tem, realmente eu NAO QUERO um filme da Disney 🤣 quero um filme MARAVILHOSO que seja sempre maravilhoso. E vou fazer valer a pena. Procurando alguem que também faça. Pensar no próximo é o que Jesus queria que façamos sempre. Então, pare de apontar, e olhe pra si e veja como SEU realcionamento deve estar horrivel por causa deasa "carranquisse" .

Entao agora pra voces, meninas, meninos, mulheres e homens, que estão frustrados, continuem sendo a pessoa maravilhosa que você é. Esse mundo precisa de nós, que com amor vamos encontrar uma(basta uma) pessoa que nos ame como somos, e que se importe de verdade com o amor, se aquela otaria/otario te deixou, parece clichê mas ele NAO VALE NADA. A CULPA É DELA/DELE SIM. Pois você queria fazer tudo ser maravilhoso, se esforçou, e a pessoa não deu uma gota de esforço de volta, ela é uma filhadapputa!! 'tamo' junto. bjo proces

Ah, uma dica pra voces: Baixem o Tinder e paguem o tinder gold, pra voce ver quem te da like, e encontre alguem que te ama pelo que voce é, coloque TUDO que voce sente, DESABAFE na sua descrição, COM CERTEZA aparecerá alguem que vai TE AMAR E SENTIR O MESMO! E VOCES SERÃO FELIZES PARA SEMPRE, MELHOR QUE UM FILME DA DISNEY!!! :)))) peace.
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2019.09.22 00:34 taish Minha experiência com SRS, parte 1: escolher um cirurgião

Essa é a parte 1 de ?, sem periodicidade definida. #2: A cirurgia e os dias no hospital #3: O primeiro mês de recuperação
Este, como qualquer relato, se refere à minha experiência, com o meu cirurgião, nas minhas circunstâncias de saúde, anatomia, etc, e não é de nenhuma forma uma narrativa universal. Não custa lembrar: aversão à genitália natal ou não, desejo de SRS ou não, nada disso define ser trans.
Pra mim essa é uma das partes mais crueis da experiência trans: que a transição médica não seja estabelecida, equilibrada e disponível universalmente. Terapia hormonal? Terrível achar algum endo que acompanhe. E um que saiba o que tá fazendo? Tão difícil que cabe à gente saber mais de HRT do que eles. E não se trata de apontar dedos aos profissionais; mesmo se seguissem os protocolos mais decentes, ainda assim estaríamos tateando e procurando apoio em experiências coletadas na comunidade, porque a gente simplesmente não sabe. Não há estudos nem perto do suficiente pra apontar a melhor forma de fazer substituição hormonal em pessoas trans, então cada qual escolhe a abordagem preferida e espera ter feito o melhor.
Cirurgia transgenital? E essa então. Que bom que existe, puxa vida; desde os anos 1950 inclusive, e cuja técnica vem sendo aprimorada com o tempo. Mas as boas notícias eram essas. É uma cirurgia inacessível à maioria das pessoas trans, seja pela disponibilidade/espera do SUS, seja pelo preço de uma cirurgia particular (que se parar pra pensar, nem é tão cara; 40-50 mil é o que pedem por um carro. A diferença é que o veículo pode ser financiado em 365 vezes, diferente da cirurgia que salva e melhora a qualidade de vida de uma população.) E mesmo quando se pode pagar, existe a complexidade do quem. A quem entregar a chance singular de conquistar uma vida mais confortável no próprio corpo; o fato de que alguns resultados são melhores do que outros, seja do ponto de vista médico/ prático/ funcional, seja do estético, e que isso pode depender de dinheiro, é uma conclusão muito dolorida pra se chegar. E quem espera pelo SUS, nem (a ilusão?) da escolha tem.
Passei dois anos e meio na fila do no SUS. No convênio com o programa do hospital, a União paga duas cirurgias por mês, uma pra homens, outra pra mulheres; e na última vez que tive os dados, havia pouco mais de 60 mulheres aptas a operar na minha frente. Quer dizer, por baixo uns cinco anos. (No centro do país, passa de dez.) Essa demora era minha primeira angústia.
A segunda, e maior, era a falta de informação sobre a técnica usada na cirurgia. Nos encontros quinzenais, participavam psicólogos, psiquiatras e a enfermeira responsável pelo pós-cirúrgico, mas não tínhamos ninguém da equipe de urologia, responsável pela operação. Ficávamos sabendo nos corredores sobre as complicações dessa e daquela, sobre como não fazem pequenos lábios, nem fazem o capuz do clitóris, e como são apenas 2 noites no hospital, e que começaram a liberar as meninas no dia seguinte à cirurgia... E eu implodindo de ansiedade. Vendo colegas de grupo chegando com o texto "não me importa o que façam, o que eu preciso é tirar isso do meio das pernas", vendo os responsáveis por operar atendendo a esse mantra, e eu enlouquecendo brigando pra que tivessemos a melhor cirurgia possível, questionando a contratação de um cirurgião plástico que participe da cirurgia, como previsto na portaria do SUS. Depois de reivindicações organizadas e abaixo-assinados, houve encontros com a equipe de Urologia. Foram dois, mas o cirurgião responsável faltou a um deles, e só falamos com residentes. Não vou narrar aqui minhas impressões sobre os encontros, mas basta dizer que saí completamente abalada, e pior do que havia chegado, de ambos.
Foi um período péssimo: estar entre fazer uma cirurgia que eu considerava insuficiente pra mim, e na qual eu não tinha qualquer confiança, e desistir da cirurgia e manter o que me fazia infeliz e impedia qualquer vida romântica ou sexual. Que escolha, né? E depois eu me surpreendo por ter crises de pânico... Me sentia sendo puxada à força pra mentalidade "não importa o que fizerem".
(E então, será que importa? Pra ser justa: vi meninas lá felicíssimas com os resultados, com boas recuperações e funcionalidade /sensibilidade completa. Vi resultados muito bonitos; mas também vi fotos que me deixaram chocada, e conheci histórias de terror. Dia desses li um artigo no SciELO com estatísticas do ambulatório: em pesquisa com mais de 180 mulheres, aprox. 20% teve complicações. Ainda assim, o número de respondentes que se arrependeu da cirurgia foi zero. Dá o que pensar, né? Disforia não é bolinho. Será que importa, afinal de contas, quem vai fazer o procedimento em mim? Se eu vou ter pequenos lábios ou não? Eu me fiz muito essas perguntas nesse meio tempo.)
A imagem mental projetada no futuro acabou me apontando caminho. Ao pensar no dia da cirurgia a qual estava na fila, no momento de estar sendo levada pro centro cirúrgico, eu me via ansiosa, preocupada, com medo, e na melhor das hipóteses tendo que me contentar com a opção que me foi possível obter. Ao pensar numa cirurgia com um profissional que eu escolhi, me via acordando da anestesia repleta de esperança, alívio e alegria. Essa imagem foi minha guia até o dia da operação; quando ficava ansiosa sobre algum motivo, me perguntava como estaria me sentindo ao acordar da anestesia. Enquanto a resposta fosse aquele sentimento bom e quentinho e reconfortante me invadindo, eu sabia que tava tudo bem.
Então eu fui demitida do emprego onde estive por muitos e muitos anos, e apesar do terror que eu viveria pelos próximos seis meses, pude sacar um FGTS justo pra fazer a cirurgia, donde me surgiu a oportunidade que até então era totalmente nula.
Nesse período de expectativa pela cirurgia via saúde pública, explorei longa e dolorosamente a ideia de ser operada por uma equipe sem qualquer empatia, contato ou humanidade aparentes, tendo apenas uma forçada fé cega na eficiência técnica ao realizar o procedimento. Esse "trauma" fez com que o critério número um, e minha prioridade maior na escolha de um cirurgião particular, fosse a confiança. Eu precisava confiar que tava entregando minha vida na mão de alguém que se importa.
Sendo assim meu pensamento imediatamente se voltou às cirurgiãs americanas. Mulheres são mais empáticas, e algumas das melhores inclusive são trans. No entanto os preços lá são proibitivos pra minha realidade (e a de quase todos), além de filas de espera de três a quatro anos. O destino sempre a considerar é Tailândia; restringindo a Suporn e Chett, que tem vastíssima experiência, além de ótimos resultados. Mas não me sentia bem com a ideia de ser apenas mais uma estrangeira passando por ali, me achando meio anônima, e incomodava que, caso necessário, meu cirurgiâo estaria do outro lado do globo. Acho que são uma alternativa absolutamente válida, até por estarem entre os melhores do mundo; mas pessoalmente eu achei que não teria a tranquilidade e o cuidado que julgava necessitar psicologicamente.
(Porque não adianta: fazer uma escolha é eleger prioridades. Isso é parte daquela crueldade, também.)
Além disso, com o dólar pirando na batatinha, a função thai ficaria bem acima do que eu tinha. Isso significou que meu cirurgião estaria ou no Brasil, ou na Argentina. Fiz um levantamento, toda pesquisa que pude, e consultei com dois: o Fidalgo, da Argentina, e o Márcio aqui do Brasil. Do primeiro tive dois relatos em primeira mão, vi fotos, e ouvi só coisas ótimas. O Fidalgo é o 'pai' da SRS por lá e tem décadas de experiência. No trato, é um senhor querido, bonachão, tranquilo e simpático; e o preço que pedia era o mais baixo que encontrei. Já o Márcio, além de próximo geograficamente, não faz inversão peniana tradicional; oferece uma técnica que usa mucosa jejunal pra fazer o canal da vagina, que sempre me pareceu muito boa opção, por vários motivos. E me marcou muito que na consulta ele disse que usava a técnica que mais se aproximava "do que deveria ter sido desde nascença". Acho que cada pessoa tem seus "botõezinhos" e isso acionou o meu; é o que eu queria ouvir, a compreensão -- e o compromisso -- do porque eu tô fazendo essa cirurgia. Era o oposto do que eu tinha originalmente e bem o que procurava.
Por técnica e ethos, optei pelo Márcio. Não vi nenhuma imagem de resultado dele; sei que pra muitas isso é um absurdo, mas todo cirurgião diz que resultado depende do material original e da cicatrização, e eu boto fé -- já vi resultados de todos os tipos por aí, incluindo variações do mesmo profissional. Claro que é inegável que cada um tem sua técnica e estilo, e claro que a estética me preocupa, mas essa não era a prioridade. No fim das contas, acho que um pouco do "qualquer coisa desde que tirem o original" grudou em mim; eu estava ok em aceitar o que viesse, desde que fosse com alguém em quem eu confiasse que entende a minha necessidade, e faria o seu melhor. (E é evidente que isso é o que se espera de todo profissional, principalmente um médico, e especialmente um particular, mas vai vendo.)
O resto, bueno, é história em andamento. São ainda apenas oito semanas; vou esperar o lento desenrolar do desinchar pra fazer uma avaliação mais geral, mas estou satisfeita com minha escolha até agora, e a faria novamente (e talvez vá fazê-la em breve). Não posso dizer que acordei "da anestesia repleta de esperança, alívio e alegria" como desejava, porque acordar da anestesia é uma neblina mental que nussssa -- mas esse é o sentimento que vem comigo desde que despertei direito :) Em que pese essa ansiedade da longa fase de recuperação (em que vou indo muito bem obrigada), que exige psicologicamente pelas esperas e cicatrizações e restrições. Não vejo a hora de estar pronta, mas como me lembra minha analista, pra quem esperou uma vida, o que são mais uns meses?
Que fique claro: a mensagem desse post não é "escolha X", mas "escolha o cirurgião certo pra você". É preciso elencar prioridades, e ir onde o desejo e a confiança mandam. Esse processo é cheio de variáveis que não podem ser controladas, então pra não pirar, vale mesmo ir onde o coração manda. O que é preciso é estar confortável pra encarar o processo, porque a gente sabe como o psicológico interfere no físico, principalmente numa recuperação como essa.
E muita torcida e muita luta pra que toda pessoa trans no Brasil possa fazer a cirurgia transgenital se assim quiseprecisar, e escolhendo com quem. O processo transexualizador do SUS foi um importante avanço social conquistado, mas como está posto, é duramente insuficiente, e até antiético ao forçar um cirurgião específico (ou sua equipe de residentes). Ressarcir as pessoas trans que podem complementar o valor cedido pelo SUS (aqui 28-32 mil, fontes não-oficiais) daria mais agência à parcela que tem como compor o custo; diminuiria as filas de espera; geraria uma saudável competição que potencialmente pode baixar valores e incentivar o desenvolvimento técnico. Acredito que veremos sentenças judiciais favoráveis a esse entendimento da questão, à medida em que mais e mais pessoas denunciarem na justiça as esperas absurdas que se interpõem à normalidade e à recuperação do potencial de suas vidas -- direito garantido pelo próprio processo transexualizador do SUS.
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2019.04.07 20:23 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #28: CD Feirense 1-4 SL Benfica

LÍDER COM PÉS E CABEÇA

O Benfica não deixou para a segunda parte o que poderia virar na primeira e, com finalizações de Pizzi e André Almeida, colocou-se em vantagem no terreno do Feirense, embalando depois para o 1-4, o seu 12.º triunfo nas últimas 13 jornadas da Liga NOS.
Com 77 golos marcados (18 tiveram a assinatura de Seferovic, o artilheiro-mor da Liga NOS) e 69 pontos colhidos, os encarnados têm o melhor ataque e comandam a prova. Faltam seis finais!
As primeiras iniciativas atacantes no relvado do Estádio Marcolino Castro pertenceram ao Benfica e, aos 7', João Félix teve espaço na área para visar a baliza guardada por Caio Secco, mas o esférico embateu no corpo de um defensor.
A lutar pela sobrevivência na Liga NOS, o Feirense atreveu-se e fez pela vida, procurando chegar-se à grande área encarnada. Aos 10', aproveitando um cruzamento executado na direita por Edson Farias, João Silva escapou à marcação e, sobre o segundo poste, finalizou a jogada com um cabeceamento para as redes (1-0).
Somar três pontos nesta visita a Santa Maria da Feira era a missão do Benfica e a equipa, que teve Samaris e Florentino no eixo do meio-campo, depressa reagiu à desvantagem, mas os remates (de Pizzi e João Félix) ou eram bloqueados, ou erravam o alvo.
De bola parada, o Feirense colocou a bola no interior da baliza encarnada aos 20', mas o lance não contou, porque um jogador do Feirense estava em posição irregular e fez-se à bola batida por Vítor Bruno, prejudicando a ação de Odysseas. Lance prontamente invalidado.
Depois da meia hora, Taarabt (uma estreia como titular) passou por cinco adversários e chutou à figura de Caio Secco (31'). Pizzi também esteve perto de igualar num disparo aos 31', mas o guardião do Feirense voltou a evitar. O 1-1 aconteceria aos 40' na transformação de um pontapé de penálti convertido por Pizzi (nono golo na prova), um castigo a penalizar infração cometida por Ghazal sobre o mesmo Pizzi. A falta existiu, mas, para ser sancionada, foi necessária a intervenção do videoárbitro e posterior visionamento das imagens do lance por parte do árbitro João Pinheiro.
Antes do intervalo (e já depois de um golo anulado a João Félix, aos 42', por fora de jogo), dentro dos três minutos de tempo adicional concedidos pela equipa de arbitragem, o Benfica alcançou o 1-2. Pizzi, num canto à direita, colocou a bola no interior da área, Samaris, vencendo o primeiro duelo, endossou o esférico para a zona onde estava André Almeida e este, de pé direito, não perdoou (45'+2').
No recomeço do desafio viu-se um Benfica a carregar pelo 1-3, que conseguiria faturar logo aos 49' num sensacional chapéu de Seferovic, que, de primeira, depois de ver Caio Secco fora dos postes, atirou de pé esquerdo com precisão máxima. O internacional suíço reforçava o estatuto de melhor marcador da Liga NOS, apontando aqui o 17.º golo nesta edição da prova.
O Benfica tinha os três pontos nas mãos e não permitiu que os mesmos lhe fugissem. Controlou, geriu, atacou, defendeu, ripostou, ganhou cantos (à esquerda e à direita), refrescou-se (Jonas, Cervi e Gedson renderam João Félix, Taarabt e Pizzi) e ainda marcou mais um golo. Aos 89', na segunda vaga de ataque depois do canto cobrado por Cervi na direita, Grimaldo, no corredor contrário, cruzou para o cabeceamento mortífero de Seferovic, o finalizador-mor da competição, que assim elevou a sua conta pessoal para 18 golos. Já o lateral espanhol ampliou para oito o número de assistências na Liga NOS 2018/19.
Os próximos dois jogos do Benfica na Liga NOS são no Estádio da Luz, enfrentando V. Setúbal (29.ª jornada) e Marítimo (30.ª).

BRUNO LAGE: "ESTE É O BENFICA QUE EU QUERO"

Bruno Lage, em conferência de Imprensa, fez a análise ao triunfo do Benfica sobre o Feirense (1-4) em Santa Maria da Feira para a 28.ª jornada da Liga NOS. O técnico das águias sublinhou a exibição em crescendo e afirmou que agora não é "jogo a jogo", mas sim "final a final".
Uma exibição em crescendo
"Jogámos num campo muito difícil e contra uma grande equipa. Independentemente da posição que ocupa na tabela, o Feirense é uma belíssima equipa, está recheado de grandes valores, tem um treinador de grande nível, que tem feito o seu percurso de uma forma fantástica. A entrada no jogo foi um pouco dividida e sofremos um golo numa situação em que o Feirense é muito forte. Houve uma falha nossa que permitiu o golo. A nossa exibição foi em crescendo a partir desse momento. Chegámos ao intervalo a liderar o resultado e depois na segunda parte tivemos uma entrada de campeão, que era aquilo que tínhamos de fazer, ir à procura do nosso terceiro golo e a partir de aí controlar o jogo. Foi uma vitória justa, num campo muito difícil, perante uma belíssima equipa e num grande jogo."
Saber aproveitar o melhor timing
"Temos de ter paciência na circulação, não entrar em ansiedade. Houve um momento em que começámos a cruzar cedo demais e, perante esta equipa e esta organização, tínhamos de ter muita paciência, saber construir bem, isolar um pouco aquilo que é a pressão dos dois homens da frente, procurar os corredores laterais e, se estivessem fechados, tentar procurar o corredor contrário. Há que ter paciência para fazer as coisas bem, não entrar em ansiedade, e acho que a equipa fez isso bem."
A presença de Taarabt no onze
"O objetivo era procurar a sua qualidade individual, que é muita, e procurar os espaços interiores. Percebemos que podia ligar muito bem com o Grimaldo e foi isso que aconteceu. É um jogador que liga bem e, como joga de frente para o jogo, reconhece o espaço quando joga de costas e quando joga entre linhas. Recebe muito bem e depois tem uma forte ligação com os homens da frente, com o Seferovic, com o João, com o Pizzi e mesmo com o Grimaldo a passar-lhe pelas costas. Foi essa a nossa intenção e estamos muito satisfeitos com o Adel, porque regressou e está a dar o contributo à equipa, mas também estamos plenamente satisfeitos com toda a gente que trabalha diariamente connosco."
Este é o apoio. A vitória é para os adeptos
"Vou contar-vos aqui um episódio... No ano passado estava como adjunto de Carlos Carvalhal no Swansea e vivíamos uma situação semelhante à do Feirense. Estávamos no último jogo, precisávamos de vencer o desafio por muitos golos, quatro ou cinco golos [para ficar na Premier League]. Mesmo numa situação muito difícil e praticamente com a descida de divisão garantida, eu tinha este hábito de ir ver a relva, de perceber a atmosfera do jogo, e houve um menino que estava à porta do túnel com um cartaz que dizia: 'Para o ano cá estarei a continuar a apoiar'. Aquilo tocou-me de tal maneira que a equipa estava a descer e o menino dava o exemplo. Peguei no cartaz, levei-o ao balneário e dei-o aos jogadores para eles assinarem. Esta história serve para dizer que a seguir à conferência de ontem [sábado], onde de alguma forma falei diretamente para os nossos adeptos, houve uma menina, a Diana, que me deu um desenho com o mesmo significado: 'Míster, cá estaremos para vos apoiar'. Isto é que é fundamental, as crianças já perceberam a mensagem e eu acho que os adultos também vão perceber. Este é o Benfica de apoio, o único Benfica, dos nossos adeptos, e mesmo a chover... Esta vitória é para eles! Este é o nosso Benfica e o apoio que esta equipa merece já não é jogo a jogo, agora é final a final. Acredito que, com o apoio dos nossos adeptos, vamos disputar todos os jogos como fizemos hoje."
Jogar antes ou depois dos adversários diretos
"Independentemente de jogar antes ou depois a pressão vai existir – para quem quer ser campeão, para quem está a lutar pelas competições europeias e para quem está a lutar para não descer de divisão, porque faltam 18 pontos para qualquer das equipas e para qualquer dos objetivos, por isso essa pressão é inerente a qualquer das equipas em função dos objetivos finais. O nosso é o de vencer, de ganhar, de terminar em 1.º lugar e sabemos disso. O que temos bem ciente é que dependemos apenas de nós e, fazendo bem o nosso trabalho e conquistando os três pontos, vamos andar sempre nesta posição."
Com estes adeptos somos um Benfica
"Nos próximos desafios vamos jogar com equipas que também estão a lutar pela vida, precisam de pontos para a manutenção e vão ser jogos muito difíceis, mas aquilo que eu sinto é que, seja a jogar em casa ou a jogar fora, com o apoio destes adeptos nós tornamo-nos apenas um Benfica, e é este o Benfica que eu quero e que eu desejo até ao final do campeonato."

Coisas e Loisas

  • Adel Taarabt titular pela 1ª vez com a camisola do Benfica em jogos oficiais. É apenas a 2ª participação do jogador na Liga - participou em 19 minutos do Benfica x Tondela;
  • Pizzi marca pela 11ª vez em 2018/2019. O médio iguala a 2ª melhor marca da carreira no que toca à concretização: 13 - 2016/2017; 11 - 2010/2011 e 2018/2019;
  • André Almeida marca pela 2ª vez em 2018/2019. É a 3ª época consecutiva em que o lateral chega ao par de golos pelo Benfica;
  • Penáltis de Pizzi com o Benfica: vs Arouca (2014/2015) - golo; vs V. Setúbal (2014/2015) - golo; vs V. Guimarães (2016/2017) - falhado; vs PAOK (2018/2019) - golo; vs Sporting (2018/2019) - golo; vs Nacional (2018/2019) - golo; vs Feirense (2018/2019) - golo;
  • Haris Seferovic chega ao golo número 21 em 2018/2019. Marcou em 10 das últimas 11 jornadas da Liga;
  • Haris Seferovic tem mais golos na Liga que o Feirense: Golos do Feirense: 17; Golos de Seferovic: 18;
  • Em 13 jornadas com Bruno Lage, o Benfica marcou 3 ou mais golos em 8 ocasiões: Rio Ave, Boavista, Sporting, Nacional, Aves, Chaves, Moreirense, Feirense;
  • Haris Seferović marca pela 22ª vez em 2018/2019. É o quarto bis do avançado na atual temporada;
  • Bis de Haris Seferovic em 2018/2019: Benfica 4x2 Rio Ave - Bruno Lage; Benfica 5x1 Boavista - Bruno Lage; Benfica 10 Nacional - Bruno Lage; Feirense 1x4 BENFICA - Bruno Lage;
  • Benfica regressa às vitórias, depois da derrota contra o Sporting na Taça de Portugal. Os encarnados ganharam 12 das últimas 13 jornadas da Liga;
  • Bruno Lage na Liga: 13 jogos; 12 vitórias; 1 empate; 0 derrotas; 46 golos marcados; 9 golos sofridos;
  • Melhores marcadores da Liga: 18 - Haris Seferovic; 15 - Bruno Fernandes; 14 - Bas Dost e Dyego Sousa;
  • Mais assistências na Liga:15 - Pizzi; 11 - Bruno Fernandes; 8 - Corona, André Almeida, Alex Grimaldo.

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Eintracht Frankfurt na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para as quartos-de-final da UEFA Europa League2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.03.04 00:14 Manner1918 Nação Livre Brasileira

-Contexto: Estou escrevendo este livro por causa de um devaneio. Estou procurando criticas tanto positivas quanto negativas sobre esta escrita.Para ter um contexto geral antes da leitura, esse livro se passa em um mundo alternativo onde a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial, os nazistas também invadiram o Brasil e a tornaram em um estado fantoche a serviço da Alemanha.
Ainda não fiz nenhuma personagem no livro explicar sobre esse evento, ou como eles ganharam a guerra, mas já tenho as ideias principais anotadas em um caderno e tudo vai ser bem explicado. Se você tiver qualquer dúvida sobre o porque eu não dei muitos detalhes sobre qualquer coisa (a casa, as características de personagens, roupas, etc) é porque eu decidi não explicar no momento que a cena acontece, mas vou detalhando sobre tudo ao decorrer do livro.
-Importante: Só estou postando o primeiro capitulo do livro, apesar de ser mais de 3000 palavras. Já escrevi o inicio do segundo capitulo, mas está incompleto.Sinto muito por qualquer erro de português. E sinto muito por ser longo, mas vamos ao inicio do livro:


Eram cinco da manhã, Amélia tinha passado a noite acordada já que sua insônia tinha lhe mantida acordada novamente. Ela virava de um lado para outro na cama, agitava seu cabelo negro e liso que vinha até seus ombros, girava e apalpava seu travesseiro, tentando conseguir dormir ao mínimo alguns minutos. Mas foi tudo em vão e logo ela começava a pensar, enquanto desistia de culpar a sua cama pela insônia, pensava sobre como ela ainda não tinha um pingo de sono e enquanto olhava para o teto de seu quarto, pensava novamente em seus avós, como toda manhã, e como ela sentia saudades deles, de suas risadas, conselhos, puxadas de orelhas e, sobretudo, o cheiro do bolo de chocolate que seu avô fazia enquanto ela escutava as músicas que sua avó ouvia enquanto alimentava seus belíssimos pássaros. A sua avó adorava pássaros, e ela os tinha de todas as cores e espécies que ela poderia se lembrar, ela se lembrava do periquito azul, do canário amarelo, da calopsita cinza, da andorinha branca e um pássaro peculiar que parecia um pequeno pavão, da qual Amélia adorava como parte de sua família e até nomeará o pequeno pássaro como Fênix.
Os avós de Amélia tinham saído do país para viajar, isso de acordo com seus pais que tinham recebido uma carta no mês passado, na carta eles citam que iriam para um lugar muito longe e muito bonito, para Amélia, este lugar só poderia estar cheio de pássaros e bolos de chocolate. Mas, ao se tocar da realidade, ela cortou o seu sorriso da cara ao lembrar que eles nunca escreveram novamente, nem mesmo uma carta ou cartão postal. Ela pensava se tinha feito algo de errado antes deles partirem, talvez tenha sido o quadro do vovô que ela tinha derrubado ao brincar de astronauta no quarto de seus avós, ou talvez o vovô tenha ficado bravo com ela por ela derrubar o fermento, fazendo que o bolo do vovô não tenha crescido, ou poderia ter sido a gota d’água ela ter desligado a música da vovó acidentalmente em seu aniversário de seis anos. Ou talvez ela não era uma boa ouvinte dos conselhos, talvez ela nem merecesse os ouvir, ela não se sentia corajosa como sua avó, ou astuta como seu avô, pensando bem, ela não se sentia nem forte, nem observadora, ou dedicada, focada, e até mesmo inteligente como seus avós. Como toda manhã, ela pensava novamente em outro e novo motivo que poderia justificar a viajem e a não comunicação com ela por parte de seus avós, e hoje, ela pensava que poderia ser a sua gula, talvez se ela não tivesse pedido mais um pedaço de bolo no aniversário de oito anos, eles poderiam ter ficado.
Em todos estes pensamentos, ela notou que seus pais finalmente acordaram, na noite passada eles combinaram de acordar mais cedo para se arrumarem, ela se sentia sozinha com seus pensamentos a noite inteira por causa de sua insônia, ela vira para seu relógio de pilha que marcava seis em ponto, em breve ela teria que ir rapidamente a rua na frente de sua casa, precisando estar com cabelo e roupas arrumadas, e portando um sentimento de foco, força e determinação. Ela sentia dificuldade em todas as etapas, como iria arrumar o cabelo se ele sempre ficava mais alto na parte direita?, como iria arrumar a sua roupa, se ela se sentia desconfortável com a calça e o tênis verdes?, ela odiava os tênis verdes, como iria se levantar com foco, se quando levantava o sono lhe atacava com seus grilhões fortes? como iria sentir força se ela era tão magra em comparação aos seus pais e avós? E, como iria se sentir determinada, se ela deveria ser o motivo para seus avós partirem em uma viajem para outro país que parecia durar para sempre? As seis e quinze, o relógio despertava, ela conseguia ouvir o bairro inteiro se levantando em um pulo, ela queria ter essa força de vontade como os outros, principalmente a força de vontade de seu vizinho que ela nunca virá ficar triste ou desanimado, quem conseguia ficar animado de manhã? Ela pensava consigo mesma. Finalmente, seus pais batem na porta de seu quarto.
-Vamos logo Amélia, não se perca no horário novamente mocinha.
Dizia o seu pai, quase gritando. Ela tinha perdido o horário no dia anterior e enfureceu o seu pai e ela teve que ficar sem ler a parte do jornal que continha as tirinhas que ela adorava, do Capitão Hound, ela não queria perder mais um dia de suas aventuras no espaço. Levantando em seu ritmo e motivada pelas tirinhas que iria ler no fim do dia, pegou em seu armário as suas roupas e as vestiu sem ligar a luz de seu quarto, ela então olhava no espelho e tentava seu arrumar o máximo possível para não desapontar seus pais e finalmente sai do quarto e vai de encontro aos seus pais na sala de estar, ela via o seu pai terminando de se arrumar, ele tinha comprado uma gravata nova após tanto reclamar por falta de uma por quase um mês inteirinho, e reclamava por sempre estar passando vergonha na frente de seus vizinhos que tinham uma gravata nova quase toda semana, mas, dessa vez, ele iria impressionar com a gravata marrom escura de veludo nova, que combinava com seus cabelos e olhos castanhos, mas não tanto com a barba, pensava Amélia. Sua mãe estava otimista com seu cabelo, eles eram cacheados e escuros e todo dia pareciam ser diferentes após o banho e quase nunca à agradavam, mas hoje ela estava contente com o resultado que havia conseguido. O pai de Amélia checava em seu relógio de pulso a cada segundo para estar na rua de sua casa na hora certa, andava de um lado para outro em frente a porta, confiante com sua gravata de veludo.
-Eu sempre fico ansioso, não importa quantas vezes eu faça, ou quão pronto eu esteja, ou acho que esteja. Disse o pai de Amélia sem parar um segundo para respirar.
-Acho que nós já se acostumamos, a Amélia já está aqui e não irá cometer o erro de ontem, aquilo foi um show de horror. Sua mãe falava enquanto arrumava os seus brincos e olhando para a televisão em estática.
-Eu já pedi desculpas, eu só estava pensando no vovô e na vovó novamente e me atrasei, já chegou alguma carta deles mamãe? Amélia sempre tinha um pingo de esperança pela manhã, em que sua mãe lhe diria que havia chegado uma carta de seus avós.
-Já lhe disse para não comentar sobre seus avós, vamos deixar eles aproveitarem a viajem, também não podemos enviar cartas a eles, não sabemos o endereço correto e não podemos fica-
Enquanto sua mãe falava, seu pai a interrompe com um gesto de corte com a mão, e querendo desligar o assunto dos pais de sua esposa, que ele não gostava tanto por um motivo que Amélia não sabia.
-Pedir desculpas não adianta, o que move o nosso país e o mundo são ações, não palavras, você sabe muito bem mocinha, já lhe contamos essa história um milhão de vezes, não precisamos te falar o quão importante é que você sempre esteja na hora, esteja com foco, força e...
-Determinação. Completava Amélia a frase de seu pai com a cabeça baixa, olhando para os seus tênis verdes que tanto odiava.
-Agora, vamos continuar esperando a hora certa, a televisão já está no volume máximo, se o relógio não funcionar, temos a televi... – A fala de seu pai é cortada pelo despertador do relógio de pulso, mostrando que de fato eram sete horas da manhã, ele então desliga o despertador e abre a porta de sua casa com um grande sorriso no rosto, que, para ele mostrava sua força e determinação para continuar o dia e estar na hora exata todo dia seria uma grande demonstração de foco e ele se orgulhava nisso. Sua mãe acompanhou o marido enquanto puxava Amélia pelo ombro para lhe seguir, sua mãe sempre estava de cabeça erguida as sete da manhã, isto mostrava sua determinação, estar com sua filha mostrava o seu foco como mãe, já a sua força era refletida na saúde total de seu marido e sua filha. Amélia sentia que por conseguir levantar de manhã e não desmaiar de sono, era seu foco, aguentar seus pais com esses horários era sua força e, conseguir andar parecendo ridícula com aqueles tênis verdes, eram sua determinação.
Finalmente, os homens de cada casa começavam a elevar a bandeira nos mastros que todas as casas tinham exatamente alinhada, uma bandeira verde, amarela, com um círculo azul no meio e uma grande suástica branca com bordas pretas no meio desse círculo e dentro da suástica possuía em preto a frase “Foco, Força e Determinação”. Com a bandeira no topo, todos levantavam seus braços direitos em direção a bandeira e começavam a cantar o Hino da Nação Livre Brasileira.
Enquanto Amélia cantava o hino, acompanhando o ritmo do hino que estava sendo tocado na televisão da maioria das casas e nas rádios das outras casas, ela olhava ao seu redor, via que todos nunca tiravam os olhos da bandeira, não piscavam ou sequer moviam seus braços estendidos, e se questionava se ela também deveria estar sempre assim, mas ela não aguentava mais estar de pé cedo todos os dias, mesmo que sua insônia lhe mantivesse acordada a noite inteira. Ela olhava o seu vizinho que nunca virá ficar triste, um menino mais velho que Amélia, de cabelos curtos, lisos e loiros, chamado de Arthur Von Müller Hoff Braun, e ele, como toda sua família se orgulhava imensamente de ser totalmente alemão, o pai de Amélia tinha feito uma amizade quase duradoura com essa família. Já do outro lado da rua, ela via diversas crianças quase da mesma idade que ela, mas ela não tinha conhecimento de quase ninguém, ela tentava imaginar os nomes dessas crianças, do que elas gostavam de comer aos Sábados, se elas gostavam de bolo de chocolate, como deveria ser o quarto delas, imaginava se eles tinham uma televisão em casa ou um rádio, de quais desenhos eles mais gostavam, se eles eram alemães, ou italianos, japoneses ou brasileiros e, pensava também como os tênis de outras crianças eram incrivelmente mais legais do que os dela e ainda por cima, pareciam muito mais confortáveis do que os tênis verdes dela. No meio dessas famílias desconhecidas, ela via a sua única amiga da escola, uma menina de cabelos escuros e olhos claros, chamada de Rúbia, Amélia adorava esse nome, por achar muito diferente do que todos que já tinha ouvido na vida e, diferentemente das outras crianças, ela sabia quase tudo sobre Rúbia, começando pelo nome, o que ela gostava de comer aos Sábados, se ela tinha uma televisão, quais desenhos ela gostava e tudo mais. Rúbia não vinha de uma família muito rica, ela tinha exatamente tudo para ter uma boa vida, mas não tinham uma televisão, o que o pai de Amélia achava estranho e dizia que era algo que somente pessoas pobres e sem cultura não teriam uma televisão em casa, mas, a família de Rúbia tinha um rádio que precisava ser ligado em uma tomada, esse rádio não era um orgulho dos pais de Rúbia, mas Amélia achava o rádio incrível, por ser grande, quase do seu tamanho e não precisar comprar pilas quase toda semana, o que ela achava uma inconveniência enorme, além de ser muito bonito por ter um pedaço feito com couro de verdade, apesar de Amélia não saber exatamente de onde o couro vinha. Amélia tinha conhecido Rúbia após precisar de ajuda em História da Alemanha no segundo ano da escola, Rúbia ajudou Amélia em quase todos os aspectos da história alemã e ambas conseguiram notas máximas na última prova do ano escolar e, desde então, ficaram amigas para “todo mundo, para sempre e adiante”, como Amélia sempre dizia.
O hino tinha finalmente acabado, todas as famílias iam para dentro de casa após dobrar a bandeira, o pai de Amélia andava de peito estufado para que todos olhassem a sua gravata de veludo, enquanto ele ia retirar a bandeira para a hastear no próximo dia, já sua mãe foi em direção da família dos Von Müller para conseguir se atualizar nas conversas, já que no dia anterior não conseguiram conversar por causa do atraso de Amélia para cantar o hino nacional. Amélia estava ajudando o seu pai a retirar e dobrar a bandeira do Brasil.
-Filha, por favor, tente manter contato visual com a bandeira, você sabe que todo mundo faz isto.Dizia o seu pai quase sussurrando para Amélia.
-Eu... estava só olhando ao redor, a bandeira não ia sair dali pai. Você nunca fez isto quando criança?
-Se fiz, fui repreendido pelos meus pais, o mesmo que estou fazendo com você. Então eu espero que você siga o meu caminho e me obedeça. Amanhã olhe diretamente para a bandeira e não tire seus olhos dela, fui claro mocinha?
-Tudo bem pai, sinto muito. Disse Amélia com um tom deprimido, olhando novamente para seus tênis verdes. Ela imaginava se deveria contar ao seu pai que o tamanho que ele comprará estava errado, ou se ela deveria aguentar até o próximo ano, quando seu pai poderia comprar-lhe outro tênis, seu pai tinha guardado dinheiro para comprar a Amélia um tênis da marca Griffin, considerado um dos melhores de acordo com o programa de moda alemã que sua mãe tinha visto no ano anterior. Talvez seu pai fosse brigar com ela ou dizer que ela está maluca por não gostar de um tênis tão caro e de marca alemã. Com isto em mente, ela decidiu não falar nada para seu pai, e pensava que no ano seguinte, ele iria lhe comprar um tênis melhor, apesar que tinha medo que seu pai comprasse novamente um tênis que não lhe serviria.
Ela tinha terminado de ajudar seu pai com a bandeira, guardando-a em uma caixa de madeira ao lado da caixa de correio, e em um piscar de olhos seu pai foi para dentro de casa se arrumar para o trabalho e, se conseguisse se arrumar rápido ele conseguiria ver o noticiário da manhã que iria começar as sete e meia da manhã, exatamente a hora em que o hino nacional iria parar de tocar nas televisões e nas rádios. Amélia decide entrar em casa e checar novamente seu material escolar antes da aula, seria a terceira vez que iria fazer isso, já que, de madrugada ela tinha checado duas vezes por não conseguir dormir. Ela conta quantos lápis possui, quantas canetas, até tentou contar quantas folhas tinham em seu livro didático e em seu caderno, mas desistiu quando a contagem chegou a cinquenta e sete e meio, já que ela tinha rasgado uma página do seu caderno no meio para poder desenhar o Capitão Hound e ela juntos em uma aventura longe da sua casa, longe do bairro, longe da escola, longe do Brasil, longe de tudo e todos; Quanto Rúbia viu o desenho, pediu para estar junto com ela, Rúbia admirava os desenhos que Amélia conseguia fazer, ela tinha guardado em casa um desenho de Amélia, sobre uma noite estrelada dentro dos olhos de Rúbia. O desenho com ela, Rúbia e o Capitão Hound estava guardado perto do espelho de seu armário marrom, onde ela poderia ver toda manhã.
Ela escutou o som do jornal sendo jogado contra à porta, ela estava animada para poder ler o quadrinho novo do Capitão Hound, mas sabia que só poderia ler quando seu pai terminasse de ler todas as notícias, o que só acontecia ao anoitecer, mas ela não se importava com isso, porque ela sabia que o Capitão Hound estaria ali a noite para conceder uma proteção vinda do espaço e além. Ela saiu de seu quarto para o corredor, sua mãe ainda não tinha voltado para casa, com certeza a conversa com a vizinha deveria estar muito emocionante, ela pensou consigo mesma. Seu pai veio logo em seguida arrumando uma gravata antiga que ele possuía, com certeza ele só utilizaria a gravata de veludo na hora do hino, ou talvez em alguma outra ocasião importante, como quando sua mãe faria Schnitzel em algum jantar futuro, o pai de Amélia amava Schnitzel, ele abriu a porta da frente e pegou o jornal acenando para alguns vizinhos que estavam na rua, ele logo entrou em casa e guardou o jornal no topo do armário da sala, onde Amélia não alcançava de jeito algum, e ela tinha parado de tentar quando quase quebrou o braço se equilibrando em uma cadeira, querendo mostrar as tirinhas para Rúbia em uma tarde de Sábado. Seu pai então se sentou no sofá da sala e começou a ver o noticiário da manhã, ela se sentou no chão em cima do tapete branco e felpudo para esperar os desenhos as oito da manhã. Ela estava lá em corpo, mas sua mente sempre estava fervendo com novos pensamentos, ela se imaginava comendo novamente um bolo de chocolate de seu avô e vendo o álbum de fotos da vovó, que ela nunca tinha visto por completo, já que sempre começavam a ver tudo novamente toda vez que iam ver as fotos no fim da tarde, e na metade do álbum seu pai sempre chegava para lhe trazer para casa, a vovó sempre tinha histórias novas para contar, mesmo que as fotos eram as mesmas, apesar de Amélia não entender muito bem sobre o que a vovó falava, um tempo em que você não precisava acordar de manhã para cantar o hino, um tempo em que você não tinha toque de recolher, um tempo com o que a vovó chamava de liberdade. O que a vovó queria dizer com liberdade? Amélia nunca tinha visto algo além de sua casa, sua rua, sua escola, a casa de seus avós e o espaço sideral com o Capitão Hound. O pensamento de Amélia foi puxado de novo para o presente quando ela ouviu a televisão dar um alto som do noticiário, e um grito de espanto do papai.
-MINHA NOSSA. Gritou o pai de Amélia.
-Caros telespectadores, é com pesar que anunciamos um ataque terrorista novamente perto da Capital, os terroristas plantaram uma bomba na Praça da Liberdade e acabaram matando dois estudantes da Juventude Hitlerista e um político de alta patente que o nome não será relevado para maior segurança de seus familiares. Estes terroristas são inimigos declarados do Reich e do Brasil Livre, mantenham seus olhos abertos, seus vizinhos podem ser inimigos da nossa nação e da nação alemã, não se esqueçam de denunciar a qualquer autoridade sobre atividades suspeitas ligadas a terrorismo e ligações com tentativas de criar o fim da liberdade de nosso povo e da nossa grande nação. O nosso grande líder Heinrich Hitler II, fará um pronunciamento para a o Reich Alemão devido ao alto número de terroristas nesse ano, este pronunciamento irá ocorrer com intenção de unir a nossa grande nação em uma só causa. O pronunciamento será transmitido as oito da noite, no programa ReichZeit, ou Hora do Reich.Traremos mais notícias sobre o incidente assim que tivermos quaisquer novidades. Voltamos a programação normal. Heil Hitler.
Amélia só tinha visto aquele repórter uma vez na televisão, mas ela sabia que quando ele aparecia não era uma boa notícia, e o seu pai tinha sempre grandes ataques de ansiedade com notícias fortes e alarmantes. Enquanto o repórter falava, imagens da Praça da Liberdade eram mostradas, apesar de Amélia nunca ter visto a praça antes, ela sabia que não era daquele modo que deveria estar, com fogo, ruínas e ambulâncias por todo lado.
-Minha nossa, eu não posso acreditar que ocorreu novamente, deve ser a quinta ou sexta vez que está acontecendo isto. Como isto está acontecendo, como pode estar acontecendo? Meus vizinhos podem ser inimigos? Não só inimigos da nação, mas inimigos da minha liberdade e da minha família. Eu tenho que pensar em algo para me proteger e para proteger minha família. Como... quando, eu, posso fazer algo.... eu teria que, bem, eu posso tentar, não, é impossível... só se eu fizer aquilo, mas não, não posso e nem deveria.Seu pai dizia sem piscar ou respirar, a sua ansiedade estava altíssima.
A mãe de Amélia entra na casa correndo, ela deveria ter visto o mesmo noticiário da casa dos Von Müller. Ela se acalma e respira fundo e nota que seu marido está andando de um lado para outro sem parar.
-Acalme-se Luís, com certeza teremos uma repercussão alta pelo pronunciamento do Führer. Ele vai ajeitar tudo. Nós temos que acreditar na nação. Não podemos perder a cabeça, estamos aqui e juntos iremos passar por qualquer situação.A mãe de Amélia conseguira fazer o marido sentar um instante para respirar.
Amélia não conseguia entender a situação completamente, ela sabia quem era o Führer, mas não entendia como os terroristas agiam, ou porque agiam deste modo, ou quem eram. O repórter havia dito que seus vizinhos poderiam ser inimigos, mas como poderiam? Rúbia era sua amiga para todo mundo, para sempre e adiante. E Arthur era inofensivo, um pouco chato, mas inofensivo sem dúvidas, uma vez ela pisou no sapato dele sem querer e ele que pediu desculpas a Amélia. E no fundo, ela se perguntava se esses ditos “terroristas” iriam gostar do bolo de chocolate do seu avô.

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2017.09.11 12:34 gilsonvilain Dorocaso — Corações de Areia

Dorocaso Corações de Areia
“Essas alegrias serão jogadas ao esmo. A areia vai consumir suas lembranças até a última gota, e quando não sobrar mais nada você vai virar areia.” Jochasta, rainha dos esquecidos.
De pé ele olhava para as nuvens no céu sem sentir seus pés. Caminhando eternamente sem destino, elas vagavam escuras e carregadas como ele nunca havia imaginado. O solo é engolido pelo breu e os escorpiões alaranjados saem da areia. Cavando e cavando, centenas de lacraus submergem do da escuridão, brilhando e batendo suas garras como soldados marchando para o combate. O medo lhe puxa pela espinha, mas suas mãos estão vazias. Ao longe uma sombra de luz surge na imensidão.
-Davi! A cidade chegou! Davi! Você ainda não acordou? –Disse Franz ao lado da porta. Seus cabelos loiros iluminavam demais para sua vista adormecida. Piscando com força seus olhos, devagar ele se esticava na cama de esponja até sentir suas articulações despertarem. –Hoje não é o seu dia de vender as beterrabas? –Como um soco no peito ele se levantou. O sol já se erguera, e ele ainda estava ali.
-Chuva! –Disse o rapaz se pondo de pé velozmente, apenas para sentir uma tontura e perder parcialmente a visão tendo que se apoiar nas paredes para se manter. Calçando os sapatos escuros e com cheiro engraçado ele se ergueu novamente. Desviando das pequenas lâminas curvadas no chão, ele achou seu caminho até Franz.
-Eu e o Caiou já colocamos as caixas no Sableridge, até que horas você ficou afiando as talons? –Disse o Franz cedendo espaço para que Davi passasse correndo para as escadas. –E não esqueça de comprar um filtro novo para o reservatório!
Subindo as escadas como um lobo atrás de sua presa, Davi vê de relance Seth, Nami e Gilli sentados na mesa da cozinha. –Até as crianças já estão acordadas e eu aqui. –Subindo as escadas enquanto afivelava o cinto marrom, ele se voltou para a janela, olhando ao fundo a grande cidade cinzenta parada no deserto. –Mau dia! –Disse ele pegando a máscara azul presa na parede ao lado do espelho retangular e a colocando em seu rosto. Apertando o fecho e pressionando o único botão em sua lateral, ela se acendeu em um branco fraco. –Ah não!
Olhando a lateral do respirador ele passou o dedo por cima de pontinhos roxos que cercava o gradeado da máscara. Com o polegar pelo lado de dentro ele pressionou o puxador, fazendo as grades se abrirem e liberando a película tomada por centenas de micro pontos que variavam de roxo até rosa fraco. Davi abriu o armário de metal embaixo do espelho deixando que uma brisa gélida saísse. Colocando a película para dentro, fechou a porta e acertou o tempo para quinze segundos. Olhando novamente o espelho ele notou várias manchas de sangue coagulado em seus ombros e braços. Davi deu a volta e foi até a impressora amarelada de sujeira. Pressionando o menu ele selecionou a cor, comprimento da manga e por fim o tamanho, fazendo que a máquina emitisse um som agudo e constante ao passo de que o armário embaixo do espelho soou três apitos seguidos. Retirando a película sem luvas Davi sentiu como se seus dedos fossem derreter, só então sentindo o real frio quando encaixou a lâmina branca de volta na máscara. Vestindo a camisa bege de manga comprida, ele religou o respirador que se acendeu em um branco forte.
Fechando a porta de trás e abrindo a da frente ele foi em direção ao Sableridge. Vários arranhões circundavam o veículo encouraçado, as duas esteiras frontais estavam gastas mas não chegavam ao nível de desgaste dos pneus traseiros. Estes foram remendados tantas vezes que Davi já não sabia se eram feitos de borracha ou de remendo. A lataria perfurada era estrategicamente escondida pela sujeira e a lama viscosa das estradas. –As chaves! –Pensou ele batendo as mãos nos bolsos, só para perceber que não portava nenhuma. –As chaves! Gritou ele em direção a toca.
-Já estão dentro! - Disse Caiou do segundo andar. Davi Se aproximou do painel e ouviu o som de motor. Ele se voltou para Caiou e assentiu com a cabeça.
Poucas estradas cruzam em direção ao grande deserto. A pista de fogo sai da capital até o batalhão especial no sul, circulando o continente e passando por todas as grandes vilas. Usando areia vermelha para montar seus tijolos, a pista de fogo era o jeito mais fácil e seguro para aqueles que não possuíam problemas com o Armata. Ao seu lado muitas trilhas foram feitas ligando pequenas vilas até a pista de fogo, como galhos em um tronco. A estrada de pedra sai das grandes montanhas e se conecta com as estradas de terra, geralmente usadas por contrabandistas ou fugitivos, uma vez que não haviam patrulhas. Davi saiu da toca e seguiu em frente pegando a estrada de barro, o caminho que ele mesmo batizara, ligando a toca até a vila das palmeiras a oeste. Com uma agricultura rudimentar, a vila das palmeiras resistia apenas pela criação de roedores. Fáceis de alimentar eles eram a moeda de troca de algumas dezenas de famílias. De lá ele pegou a estrada de ferro, cruzando a floresta das almas até o grande deserto ao norte. Dali ele já conseguia ver as marcas de pneus na areia, sinal de que estava atrasado. Acelerando ele sentiu o veículo trepidar e perder força, mantendo o acelerador pressionado enquanto reduzia a marcha. Ainda assim a força havia indo embora, e ele seguiu até a pista de fogo na velocidade de um homem correndo. Devagar ele viu rasgando o deserto azul e branco. Mais de mil passos de largura, e outros oito mil de comprimento, com esteiras maiores que a vila das palmeiras, e com pistões mais fortes que dez mil homens, marchando para cima e para baixo, em um compassar estrondoso. Maciça e barulhenta, ela cavava com seus pistões exteriores descendo e subindo como um ferreiro batendo seu martelo, se enterrando mais fundo naquela areia sem dono, ela descansava enquanto ele se apressava. Apertando o pé contra o pedal e tentando aumentar as rotações, ele notou um grupo de pessoas segurando placas. Davi não conseguiu ler o que estava escrito, as manchas azuladas em suas peles tiraram sua atenção. Engatinhando pela estrada de fogo, ele rumou ao sul do titã encouraçado, seguindo outros veículos que jaziam estacionados ali.
Davi estacionou o sableridge ao lado de uma motocicleta de propulsão amarela. Algumas dezenas de veículos estavam ali, ainda assim Davi se surpreendeu com a baixa quantidade. Em temperaturas amenas, aquele pátio sempre estivera lotado de lanchas terrestres e caminhões. No porta-malas ele retirou as quatro caixas cheias de beterrabas, cada uma pesando metade de seu peso. Suas veias saltaram por entre a pele, e com um urro de vontade ele as ergueu caminhando lentamente até a entrada norte.
-Vento! Eu preciso ir até o templo das Lamentações! –Disse uma voz vinda de trás de Davi. Ele girou sua cabeça para procura-la mas no instante seguinte ela havia sumido. –Você tem um carro, pode me levar lá? –Disse a voz. Davi abaixou as caixas e conseguiu ver a moça a sua frente. Bem menor do que ele suspeitava, ela se erguia pouco a cima das quatro caixas deixadas no chão. Olhos cinzentos e lábios fartos, ele não conseguiu distinguir mais nenhuma caraterística dela, além de sua barriga proeminente e arredondada.
-Eu estou indo vender beterrabas na vila. –Disse ele olhando seus braços finos e curtos. –Esse templo fica no norte, não acho que tenha alguém de lá por aqui. –Disse ele se abaixando para pegar as caixas.
-Você não entende, eu preciso ir lá! –Disse ela erguendo a voz e riscando a areia com seu pé.
-Eu entendo, mas agora eu não posso fazer nada para te ajudar. –Disse erguendo novamente as caixas e a perdendo de seu campo de visão.
-Você pode depois? –Perguntou ela com um tom mais doce. Davi começou a andar e não olhou mais para trás. –Vou te esperar aqui!
-Não foi isso que eu quis dizer. –Falou ele alto o suficiente para ouvir suas palavras ecoarem pela vastidão seca, mais baixo o suficiente para não ouvir resposta alguma.
Se arrastando para frente, uma moça de cabelos escuros e longos passou por ele, porventura as caixas ainda tapavam sua visão frontal, o impedindo de conseguiu ver seu rosto. Ele gostava da ideia de andar sem ser percebido. Ao seu lado as vozes vindas da cidade se intensificavam, o empurrando para frente. Ouvindo passos na areia, ele inclinou a cabeça para ver um homem baixo com uma barriga proeminente caminhando de mãos dadas com uma menina de cabelos alaranjados. Os escorpiões voltaram a sua cabeça, e ele desejou que Nissa falasse algo que o puxasse de volta, mas ela estava na toca.
-Chuva! Posso ajudar? –Disse o homem com turbante branco, portando uma máscara amarela e uma barba escura e rala. Davi abaixou as caixas e suspirou por um segundo relaxando os ombros. O homem flexionou os olhos e pequenas bolsas de pele surgiram em cima de suas bochechas.
-Chuva! Eu vou vender as beterrabas. –Disse ele esticando a mão em direção ao homem.
-Os vendedores de comida já estão localizados no setor dois, penso que não há mais espaço para estandes. –Disse o homem o olhando de queixo erguido.
-Eu me atrasei. –Disse Davi abaixando o braço e se aproximando. -Mas eu tenho uma reserva. –Disse batendo as mãos nos bolsos. -E eu conheço o prefeito. –Disse Davi gesticulando com suas mãos armadas em veias proeminentes enquanto ele abria os bolsos internos da camisa.
-Certamente que não conhece. –Disse o homem de turbante. –Uma vez que eu não tenho nem ideia de quem é você, e eu sou o prefeito; Alouite Seeiso. –Disse o homem dois palmos menor que Davi, erguendo ainda mais o queixo para cima. Davi desistiu de procurar a licença e coçando a cabeça.
-Eu deixei na outra camisa! –Percebeu ele olhando para o céu. -Na verdade o prefeito que eu conheço se chama Timothy, ele tem cabelos escuros, é magro e... –Disse Davi gesticulando as medidas com as mãos. –Alto.
-Ah. –Disse Alouite. –Esse é o segundo prefeito. –Disse abaixando a cabeça e apertando os dentes. –De qualquer modo eu sou o prefeito para os assuntos externos da vilavassoura. Eu cuido de quem entra e quem sai.
-Eu sei. –Disse Davi sorrindo por debaixo da máscara. –O Thimoty cuida da manutenção da vila, proteção das pessoas, educação dos jovens, tratamento dos enfermos, conserto das máquinas, contrata os seguranças. –Enumerou Davi olhando para as beterrabas ardendo no sol do deserto. –E o senhor cuida de quem entra e sai. –Disse Davi se mordendo para não o chamar de porteiro.
-Thimoty tem suas funções, eu tenho as minhas. –Disse ele se virando de costas. -E o período para alocação de novos estantes já se encerrou.
-Eu também preciso comprar um filtro. Já acabou o período de entrada de compradores também?
-Hum. –Disse o prefeito de turbante declinando o queixo e encarando os tubérculos. –Você entra, as beterrabas não.
-Tudo bem, quando eu encontrar um vendedor de filtros, eu peço para ele vir até aqui fora retirar o pagamento, o senhor toma conta delas para mim? –Perguntou ele levantando uma caixa e colocando aos pés do prefeito. O homem bufou mais forte e se voltou para recolocar a caixa em cima das outras. Buscando todas as forças de seus braços flácidos, o prefeito ergueu a caixa poucos centímetros do chão, soltando suas alças e voltando a ficar ereto.
-Leve isso daqui. –Disse Alouite ofegante.
-Obrigado senhor prefeito! –Disse Davi erguendo as quatro caixas e seguindo em frente para a o portão de acesso.
-Bem-vindo a vilavassoura. –Disse ele em um tom seco. –Espero vê-lo novamente. –Apertando os olhos e ajeitando o turbante.
O chão de areia afundava a cada passo de Davi. Jogando areia para trás, ele sentia que a cada passo andava menos. Pisando em falso sentiu a areia dar lugar a tábuas de metal. Forçando os joelhos ele subiu a entrada que se elevava pelo menos oito passos do nível do chão. A grande fachada esculpida em madeira e aço, dizia “Village de Balai Cinq”, vilavassoura em uma língua antiga. A gigante de aço possuía metralhadora automáticas acopladas a parte de dentro apontadas para o chão. Aportando e um lugar diferente a cada dois dias, a bordo ela levava mais pessoas que ele conheceria sua vida inteira. Mais cores de cabelo do que tons de céu, mais vozes do que mil autofalantes. O cheiro das comidas, mesmo passando pelo respirador, já encharcava Davi por dentro. Olhando para o arco de entrada, ele viu seis guardas carregando fuzis e ao seu lado um grupo de pessoas rodeando um grande homem de cabelos longos e encaracolados. Davi abaixou as caixas para conseguir olhar por cima, fazendo seus músculos guincharem por dentro, mas seguindo em direção as pessoas.
-Eles andam em caravanas. Centenas de milhares. Caminham até as vilas, e lá destroem tudo. Nada fica para trás, nem os habitantes, é terrível! –Disse a senhora de cabelos curtos usando uma camisa de flores brancas, combinando com sua máscara.
-Devem ter sido mandados pelos homens de sabão. Eles estão há décadas se alastrando pelo litoral. –Disse o senhor de máscara lilás com um guarda-chuva em mãos.
-Não são os homens de sabão, quando paramos na vila da pedra, um soldado me disse que eles comem as pessoas e usam os ossos como adereços, isso é coisa do povo vermelho! –Disse o senhor careca usando um roupão verde.
-Estamos seguros aqui. –Disse o homem no centro, rodando os dedos por entre os fios de cabelo que caiam por seus ombros. –Além disso, todos os relatos são de vilas no Norte. Não há nenhum indício que ela esteja marchando para cá.
-O bosque vermelho foi dizimado. A fumaça chegou até a capital. Quando a Armata foi para o socorro, só haviam cinzas. –Disse a senhora. O homem alto inclinou a cabeça atento a suas palavras quando no meio da multidão, algo pescou sua atenção.
-Com licença. –Disse o homem alto esticando o braço. –Davi?
Davi o olhou e sorriu, ganhando espaço em meio ao aglomerado, colocou as caixas no chão esticou a mão e apertando o antebraço do senhor.
-Chuva Prefeito! –Disse ele chacoalhando o braço e sentindo os dedos finos e longos se apertarem em sua pele.
-Veio vender amoras? –Perguntou o homem de pele clara e lábios roxos e esticados.
-Pretendia. –Respondeu Davi apertando os olhos e observando as beterrabas por um instante até retornar os olhos para o prefeito. Ao seu lado havia uma grande porta dupla de vidro que guardava o estreito corredor em frente, lotado de pessoas andando por entre as lojas. O prefeito girou sua cabeça na mesma direção e coçou o nariz pontiagudo.
-Vamos ver onde eu consigo colocar você. –Disse Timothy dando um tapa em seu ombro. Davi pegou as caixas nos braços e o seguiu enquanto ele entrava na antessala do tumulto. As vozes se mesclavam a multidão atrás do vidro, podia se ouvir tudo, mas nada se entendia.
-Não vi você aqui mês passado. –Disse o prefeito erguendo os braços enquanto a primeira porta de vidro se fechava. No mesmo instante um jato de fumaça quente e clara saiu do chão e inundou toda a parte enquanto o prefeito retirava o respirador. Alguns segundos depois a fumaça se esvaiu pelo teto e a segunda porta se abriu dando acesso ao corredor.
-Mês passado. –Repetiu Davi erguendo as caixas de madeira. –Deu um vazamento lá em casa, tive que desligar todas as saídas de ar, perdemos boa parte da colheita.
-Sinto muito. Suas batatas são ótimas, as cenouras nem tanto. –Disse ele espiando as beterrabas por entre as frestas da caixa. –Você teve mais alguma notícia do Colm? – Davi balançou a cabeça. A mão do prefeito veio ao seu ombro mais uma vez enquanto ele sorria olhando para o chão. -Já pode tirar o respirador. –Disse o prefeito olhando Davi. Cerrando os olhos ele abriu a boca por um suspiro e a fechou. –Eu esqueci, o Colm me contou, mas eu esqueci, desculpa. –Disse ele enquanto Davi erguia o ombro e coçava a cabeça.
Adentrando a multidão de pessoas andando por entre as lojas, o prefeito achava brechas entre os cotovelos e ombros para Davi passar sorrateiramente, avançando entre bolsas e mochilas, sua altura lhe forneci uma visão privilegiado do pátio interno. Alguns passos para frente e uma voz chamou “prefeito! ”. Thimoty se virou e viu um sujeito de pele escura com olhos vermelhos. Com os dedos o prefeito gesticulou pequenos círculos, voltando sua cabeça para frente e seguindo até a segunda parte sem se virar para trás.
-Aqui estamos! –Disse o prefeito olhando o círculo de vendedores sentados em frente a caixas de legumes. –Você vende amoras, amoras são como alfaces não? –Perguntou ele, jogando um cacho de cabelos para trás enquanto olhava para as alfaces.
-Os dois são plantas, mas acho que beterrabas entram mais na sessão de raízes. –Respondeu Davi.
-Hahahahaha raízes! Mas não vendemos árvores aqui, e o único estande que tem espaço é o da alface. –Disse ele apontando para as folhas verdes e crespas. Davi virou a cabeça, mas não disse nada, apenas sorrindo para o prefeito e colocando as caixas no chão. –Chuva minha menina! Qual seria o seu nome? –Perguntou ele piscando para a jovem de cabelos escuros sentada atrás das caixas da alface.
-Naya. –Disse ela entortando a boca e olhando Davi de baixo para cima. –Naya Avilis, senhor. – Seus cabelos se agrupavam em cachos pequenos e longos. O delicado nariz arrebitado apontava para Davi enquanto ela falava com o prefeito. Davi apertou os punhos para tentar sair do seu encanto, mas já tinha certeza que estava encarando a jovem a tempo de mais.
-Este menino tem problema. –Disse o prefeito em direção a Davi, que mesmo assim não tirou os olhos de Naya. –Ou teve um problema. Ele pode dividir o espaço com você hoje? –Perguntou se abaixando e analisando de perto as hortaliças.
A jovem olhou sem expressão para Davi, que corou em menos de um suspiro. Ela ergueu o braço e puxou ar para argumentar, mas virou a mão e o olhou de lado.
-Achei um lugar para você! –Disse o prefeito voltando a ficar de pé. –Vocês se acertam então, eu vou ali procurar algum nabo. –Disse ele sorrindo e andando em direção aos tomates.
-Com licença. –Disse Davi colocando as caixas roxas ao lado das verdes. –Eu me chamo Davi. –Disse ele esticando o a mão em frente. A jovem sorriu e apertou seu antebraço.
-Naya. –Repetiu ela cedendo espaço para que ele dividisse a caixa ao seu lado. –Você por acaso não tem nenhum anel de vilírdia, tem? –Perguntou ela observando um roxo no pescoço de Davi. Ele balançou a cabeça tapando o machucado com a mão direita. –Imaginei que não. –Disse ela erguendo a sobrancelha ao olhar o respirador branco. –Você já foi lá? –Perguntou ela enquanto Davi levantava as sobrancelhas e fazia um beiço com os lábios. –Eu nasci lá. Em Viliris. Você é daqui?
-Eu nasci no Norte. –Mentiu ele. -Uma vila comerciante. –Disse engolindo em seco e levando os olhos até o rosto dela. –Onde fica Vilirdis?
-Viliris. Você nunca ouviu falar? –Perguntou ela abaixando as sobrancelhas e erguendo as bochechas. –Eu saí de lá ainda muito pequena, mas ela fica no extremo leste, entre mares. –Disse ela erguendo a mão e gesticulando uma onda. –No encontro de três continentes, uma linha traçada nos oceanos, delimita a vida e a morte poente, a água dá início e fim aos planos, construindo a ferro e fogo; o tridente, E costurada através dos séculos; mil anos, surge no mar da primeira e última corrente, Viliris, a cidade com sangue dos tiranos, viva para sempre, Viliris, a cidade descontente. –Cantou ela abaixando a mão ao final.
Davi a olhou boquiaberto. Nunca ouviu da cidade, mas as palavras deixavam sua boca com pétalas se soltam de flores no outono. Sua pele lisa acendia entre o cinza das paredes. Seus olhos escuros puxavam sua alma para dentro, e ele já não tinha forças para segura-la. Suspirou fundo e balançou a cabeça.
-Ela fica... no mar? –Perguntou ele encarando as alfaces.
-No Nemo. –Disse ela tirando o cabelo da frente dos olhos. –O ponto mais distante da terra entre os três continentes. –Disse abrindo um tímido sorriso. –Um dia eu vou voltar para lá.
-Quanto pelas batatas rosas? –Perguntou o homem alto de cabelos castanhos curtos que se aproximara usando uma capa marrom e um colete escuro, com braçadeiras pretas que vinham até os pulsos, e duas grandes cicatrizes no pescoço.
-São beterrabas. –Disse Davi se levantando e pegando uma da caixa.
-Batatas, baterrabas, tudo a mesma coisa. –Disse o homem estreitando os olhos. Passando a mão por dentro do colete, ele retira uma corrente avermelhada e a entrega para Davi. –Doze batatas rosas? –Perguntou ele. Davi olhou para a corrente e esticou a mão para pegá-la. Passando os dedos entre os elos e olhou de volta para o homem.
-Oito. –Disse Davi. O homem passou a mão em outro bolso e retirou um pequeno brinco prateado e o colocou na mão de Naya.
-Doze. –Disse ele rangendo os dentes enquanto ela olhava para a joia. Davi se voltou para Naya que segurava o brinco em frente aos seus olhos.
-Doze. –Repetiu Davi assentindo com a cabeça. O homem retirou a mochila das costas e começou a escolher as beterrabas. Naya entregou o brinco a Davi que o segurou com as pontas dos dedos. O brinco imitava o formato de uma orelha, adornado de pequenas pedras azuis, ele formava uma ponta no topo. Voltando-se para o homem, Davi já não o encontrava a multidão de pessoas andando entre as vendas.
-Bonito esse brinco. –Disse Naya passando o dedo por sua ponta.
-Você quer? –Perguntou ele corado.
-Ele é seu. –Disse ela se afastando.
-Eu não uso brinco, ele iria ficar bonito em você. –Disse ele esticando a mão em sua direção. Ela o apanhou e colocou na orelha esquerda.
-Como ficou? –Perguntou ela.
-Sen... –Disse ele buscando ar nos seus pulmões. –Sensacional. –Completou sorrindo.
-Mas eu não te conheço, não posso aceitar um presente assim. –Disse ela desatarraxando o pingente.
-Não, é um presente. –Disse Davi esticando seu braço em direção as hortaliças e pegando uma folha verde e molhada. –É uma troca. –Disse ele mordendo a alface com força e empurrando o resto da folha para dentro da boca. Naya riu e colocou o brinco de volta.
Antes do sol chegar no topo, todas as beterrabas já haviam sido trocadas, ao passo que mais da metade das alfaces esperavam paciente nas caixas de madeira. Davi já havia aprendido sobre o período de Naya em Viliris, sobre o Vento, o barco de seu pai que havia cruzado todos os mares baixos da costa entregando tâmaras do oceano. Dos monstros antigos que ameaçavam os cargueiros a cruzar os estreitos de pedra. Do tempo em que Naya morou nas minas de marfim com sua tia, das aventuras nas montanhas azuis, de sua vinda até a vilavassoura. Davi podia ficar ali o ano inteiro a ouvindo falar.
-Eu moro em uma “casa” na floresta. –Disse Davi apoiado na borda da vila vassoura apontando para o horizonte. –Você continua por aquele caminho até a vila das palmeiras e vira para a estrada de barro.
-Eu preciso ficar aqui a tarde, você não volta amanhã? –Perguntou Naya olhando as árvores dobradas. Davi balançou a cabeça olhando para baixo. –Meu pai é dono de uma empresa de mineração perto daquela montanha ao sul. Talvez eu volte para visita-lo um dia. Se você me convidar para conhecer a sua casa, talvez eu aceite o sofrimento de passar um tempo com ele.
-Ele é mau com você? –Perguntou Davi se voltando para ela. Na parte de fora do mercado, os dois se escoravam na lateral da cidade de aço. Naya usava um respirador vermelho com azul. Davi pensou em sugar todo o ar do mundo só para poder ver seus lábios mais uma vez.
-Ele é ausente. –Disse ela olhando para a amontanha verde. –Desde que ele deixou o barco e criou raízes na terra, ele não tem tempo para mais nada.
-Se você quiser ir lá em casa, eu acompanho você até essa fábrica. –Disse ele sorrindo por debaixo da máscara.
-Gostaria de ver você tentar. –Respondeu ela o olhando no fundo de seus olhos. –Você é diferente Davi. –Ele se virou de costas para a borda da cidade se encostou com as costas e cotovelos.
-Diferente bom? –Perguntou ele inclinando a cabeça.
-Diferente, porque você tem tantos roxos pelos braços? –Perguntou ela se voltando para examinar os machucados.
-Ah isso. –Disse ele olhando para um grande hematoma no seu pescoço. –Você me acompanha até a toca, e eu te conto o que você quiser saber sobre mim.
-Hum. –Disse ela torcendo o lábio. –Isso é um encontro? –Perguntou ela erguendo as sobrancelhas.
-Não, isso é só uma conversa. –Respondeu ele observando o brinco em sua orelha esquerda. –Quando eu te ver de novo será um encontro.
-Me diga algo primeiro. –Disse erguendo as sobrancelhas. –Porque você entrou no mercado de máscara? –Os pelos nos braços de Davi se eriçaram e ele baixou os olhos, dando um passo para trás.
-Eu preciso ir. –Disse ele diminuindo em tamanho.
-Desculpa. –Disse ela. –Eu não queria...
-Não há nada por que pedir desculpas. –Disse ele se aproximando das caixas vazias deixadas no chão. –Eu não me importo tanto com isso. –Disse ele desengatando a fivela que prendia a máscara branca. Devagar ele a abaixou segurando a respiração. Engatando novamente suas pontas ele puxou o ar com dificuldade até o respirador se acender em branco. –Mas as pessoas olham muito quando eu fico sem. Por isso prefiro ficar com ela.
-Com quantos anos você saiu de lá? –Perguntou ela deixando que as lágrimas corressem soltas sem se importar.
-Eu não sei. –Disse ele sorrindo com os olhos. –Minha mestra me tirou de lá, eu conto meu aniversário a partir daí.
-Entendo. –Disse ela limpando os caminhos deixados pelas lágrimas em seu rosto. –Então, eu passo a vila das palmeiras e viro à esquerda?
-Esquerda de quem vêm, direita de quem vai. –Disse ele caminhando em direção a saída da vilavassoura.
-Eu vou mesmo hein. –Disse Naya passando os dedos no brinco esquerdo.
-Assim espero. –Disse ele erguendo a mão e a balançando no ar. –Chuva Naya de Viliris!
-Chuva Davi! –Disse ela já distante.
Caminhando até o sableridge com as caixas vazias, tudo o que Davi conseguia fazer era reviver em sua mente as lembranças que recém fizera. Entoando as falas e buscando por detalhes que havia deixado passar. Naya deixou seus olhos, mas não sua mente. O cheiro doce. Desejou poder sentir aquele perfume para o resto da vida, mas tudo o que tinha era ar filtrado.
Caminhando sem pensar, avistou o sableridge, agora com muitos veículos ao redor. Sem pressa ele depositou as caixas no seu porta-malas e deu a volta para ir embora. Entrando ele fechou a porta e esticou a mão para puxar o cinto, olhando para o lado e sentindo seu coração apertar tanto que poderia sair do lugar.
-Agora você me leva? –Perguntou a moça grávida sentada ao seu lado. Davi não gritou, mas sentiu sua alma tremer.
-O que você está fazendo aqui dentro?! –Perguntou ele soltando o cinto a abrindo a porta.
-Você disse que me levaria. –Respondeu ela afivelando o cinto.
-Não! Eu disse que... –Começou ele apontando seu dedo, só então tentando lembrar do que havia dito. As palavras se enrolavam em sua mente, mas ele tinha noventa por cento de certeza de que não havia dito aquilo. Olhando para dentro ele viu os olhos da moça se abaixarem enquanto ela erguia os lábios inferiores para frente. –Eu não vou para lá. Posso te deixar na vila das palmeiras, de lá talvez você consiga alguma carona. A moça concordou com a cabeça, e Davi reentrou no sableridge.
Dirigindo em silêncio para fora da cidade na areia, Davi notou quatro motocicletas estacionadas na entrada da floresta que dava caminho para a estrada de ferro. Olhou para os lados, mas não viu ninguém, decidindo por seguir em frente. Pensou que se tivesse com a Ajna, poderia rever seu rosto depois, mas com a incerteza das vilasvassoura, talvez tudo que restasse fosse aquela memória malformada ainda.
Acelerando em frente o veículo começou a falhar perdendo força. Reduzindo a marcha as esteiras forçavam o carro sem resultado. Duas motos de propulsão surgiram em meio as árvores retorcidas e tomaram a frente do veículo. Davi pisou o acelerador, mas as rotações não aumentavam, permanecendo pouco mais rápido que um homem caminhando.
-Ele não anda mais que isso? –Perguntou a moça olhando para o velocímetro no painel. Davi tirou os olhos do volante e examinou as marcas no chão, só então se voltando para ela.
-Peixe dado não se olha as ovas. –Respondeu pisando fundo no acelerador sem retorno. Ao longe um ronco começou a crescer. Olhando pelo retrovisor ele viu quatro motos se aproximando.
-Talvez eles possam ajudar. –Disse ela olhando com seus olhos cinzas pelo retrovisor.
-Você conhece eles? –Perguntou Davi olhando os quatro homens descerem das motos com armas em mão. Ela balançou a cabeça se apertando para trás. Parando ao lado da porta do carro, um homem a apontou um revólver para Davi. Segurando o volante com mais força e retirando o pé do acelerador, o carro morreu.
-Sai todo mundo! –Disse o homem do lado de fora. Davi olhava fixamente para a moça. Respirando forte ele não sabia como havia sido tão ingênuo. Claramente ela conhecia eles. O velho truque da laranja que prepara o terreno para seus amigos. Seu sangue fervia em suas veias, e ele sentiu vontade de dar um soco naquela barriga falsa. Mas aquela arma era o problema principal, por enquanto
-Calma amigo, a gente só quer o que você ganhou lá dentro. –Dizia outro homem de ombros largos e cabelo curto, usando um respirador azul escuro, ao lado da porta do carona. Suando frio, ele não ousou olhar para o porta-malas, onde todo o seu ganho daquela manhã estava guardado.
Davi respirou fundo e retirou o cinto de segurança, apertando o botão vermelho abaixo do volante antes de ser puxado pela fora pelo homem que se agarrara ao seu pescoço, o jogando no chão. O homem careca se aproximou e começou a dar tapas nas pernas e braços de Davi que tentava se recompor.
-Limpo. –Disse o careca se afastando.
-Se vocês continuarem assaltando os clientes da vilavassoura, eles vão apenas parar de vir aqui. –Disse Davi olhando o homem de máscara azul enquanto outros dois entraram no sableridge revirando os bancos em busca de algo. A grávida estava em pé do lado de fora segurando sua barriga falsa.
-A gente segue ela, problema nenhum, sabe. –Disse ele fixando os olhos escuros em Davi. –Mas pelo visto você já tem um costume de ser assaltado, sabe. –Disse ele olhando para os roxos nos braços de Davi.
-Mais ou menos. –Respondeu ele olhando para trás. Um distante ronco de motor vinha em direção a estrada de fogo. Davi só conseguia pensar em quanto odiava surpresas.
-Tem uma luz piscando aqui dentro. –Avisou o homem de barba grisalha de dentro do carro.
-Você chamou alguém? –Perguntou o homem de azul dando um tapa no rosto de Davi. –Eu queria fazer as coisas sem violência, mas vocês sempre pedem, sabe. –Disse ele puxando a arma de trás das costas e apontando em direção ao barulho.
-Não chamei ninguém. –Disse Davi vendo no horizonte um veículo preto se aproximando, enquanto sentia seu rosto esquentar. Davi estava tão confuso quanto eles, o carro parecia ser de Thimoty. O homem deu-lhe mais um tapa com as costas da mão e Davi caiu de joelhos segurando a máscara. Do chão ele viu o assaltante disparar uma saraivada de balas em direção ao carro, fazendo que ele virasse para o lado e batesse em cheio a uma árvore, levantando uma nuvem de areia.
Thimoty, aquele era o carro do prefeito. Rodas prateadas, capô adornado em madeira. O que ele estaria fazendo ali, se perguntou no chão.
-O que a gente faz Tellius? –Perguntou o homem careca.
-Vá ver quem está lá! –Urrou o homem de azul apertando os dentes. Correndo em direção ao carro preto, um vulto abriu a porta e saiu mancando escorando-se nas árvores.
-Quem vem lá? –Perguntou o homem careca apontando seu revólver. Uma voz doce veio em resposta, atiçando os nervos de Davi ao máximo.
-Naya. –Disse ela erguendo as mãos enquanto o homem se aproximava.
Davi olhou para cima ignorando a conversa entre os dois. Procurando no céu, ele ainda não havia encontrado nada.
-Não vai chover hoje não garoto. –Disse o homem de azul rindo em pé a sua frente. –Tragam a menina, tenho um amigo que pagaria bastante por ela, já essa grávida aí...
-Não é chuva que eu espero. –Disse ele vendo um risco no céu.
O homem abaixou o rosto para olhar novamente para Davi, sendo surpreendido por uma cabeçada em seu estômago. Davi se levantou e subiu em cima do carro gritando “Aqui, aqui! ”. O risco no céu voava rápido e ao se aproximar largou uma grande caixa de metal em cima do veículo, balançando sua estrutura e levantando uma grande nuvem de poeira e detritos.
-Maldito! –Disse o homem de azul no chão com uma mão na barriga e a outra tapando os olhos contra a poeira. –Eu vou te picar inteiro e te jogar para os peixes, sabe! – Ao seu lado a grávida corria para dentro da floresta em direção a vila das palmeiras.
Davi pulou em cima da caixa e ela jogou uma forte luz esverdeada que o varreu por completo em menos de um piscar de olhos. A caixa abriu as laterais, saindo lâminas longas que se encaixaram nos pés de Davi, subindo o tornozelo, joelhos até se prender completamente nas duas pernas. As lâminas se prendiam desordenadamente, se arrastando entre si até encontrarem o seu encaixe. Davi pulou para frente a caixa se ergueu em seu próprio eixo, encaixando uma camada de lâminas nas suas costas, correndo o metal até os seus braços, cobrindo cada parte do seu torso. Ele se virou para trás ouvindo um tiro, rapidamente pegando o elmo prateado com um círculo azul claro no meio. Ajeitando em sua cabeça, ele se voltou para olhar os homens ainda confusos pela nuvem de poeira.
Investindo em frente, Davi passou as lâminas das mãos pelas costas do braço do homem de azul, fazendo seis pequenas e rápidas incisões em seu braço direito, enquanto contornava por trás, golpeando as pernas do homem sem reação. A lâmina fina penetrava a carne como um graveto penetra a areia. Entrando e saindo, ele costurava uma trilha de pequenos furos que passavam a pele e se enterravam até ele sentir um desengate interno. Indo para dentro do carro, Davi golpeou os dois invasores dezenas de vezes em pontos entre as costas e a barriga, sem derramar uma única gota de sangue. Com a poeira baixando ele conseguiu ver ao longe o homem careca apontando a arma para Naya, tremendo como um galho fino em frente ao furacão. Jogando a arma no chão, ele correu para trás, em direção ao grande deserto.
-Meus braços, o que você fez com os meus braços?! –Perguntou o homem no chão. Davi se aproximou emitindo um som de lâminas de metal se arrastando umas nas outras. Davi já estava cansado, e aquela armadura facilmente pesava o dobro das caixas de beterraba.
-Meu juramento me proíbe de matar qualquer um que não esteja no mesmo nível. Eu só cortei todos os tendões dos seus braços, você não vai mais usa-los. –Disse Davi retirando o elmo. –Mas o juramento não fala nada sobre abandonar moribundos. –Disse Davi passando a lâmina da mão esquerda por entre a tira que prendia a máscara azul do sujeito. Pegando-a com a mão Davi a colocou em cima da mão imóvel do homem no chão. –Sua máscara está aqui, é só a colocar de novo. Mas prenda a respiração, o ar daqui não faz muito bem, sabe?
-Desgraçado. –Disse o homem selando os lábios e amaldiçoando Davi com os olhos.
Se atentando aos sons, ele sentiu uma fisgada lhe puxar a direita, recolocando o elmo. “Nissa? ” Perguntou ele sem voz. “Três ameaças neutralizadas. Um suspeito está correndo em direção ao grande deserto a 2,759 metros por segundo. ” Ele sorriu ao ouvir a voz dela em sua mente. “Como elas estão? ” Perguntou ele se virando para olhar Naya. “Uma sofreu arranhões e uma provável contusão no lobo parental. A outra sofreu um tiro no tornozelo, está perdendo sangue. ” Davi girou seu corpo para olhar a grávida no chão se arrastando, esticando no chão uma linha vermelha que a separava de seu pé direito.
-Você é um... –Disse Naya se aproximando mancando com um filtro em mãos. Davi se voltou para ela e retirou novamente o elmo, pressionando o círculo azul claro em seu centro. A armadura de lâminas se soltou e caiu no chão desmontada. -Você é um alado!
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